A presidenta da FEMP chama os municípios a se juntarem à concentração de apoio a Ceuta do dia 2 de setembro

García-Pelayo pede aos municípios concentrações de apoio no dia 2 de setembro para apoiar Ceuta diante da atual crise migratória.

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A prefeita de Jerez de la Frontera e presidenta da Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), María José García-Pelayo, instou os municípios de todo o país a organizar concentrações de apoio para acompanhar a mobilização cidadã prevista para o próximo 2 de setembro, coincidindo com o Dia de Ceuta.

Este apelo ocorreu durante a visita institucional que realizou nesta terça-feira à cidade autônoma, onde foi para transmitir pessoalmente sua solidariedade e apoio ao povo ceutí diante da crise migratória que enfrenta nas últimas semanas, segundo indicou a Prefeitura de Jerez em um comunicado.

No decorrer de sua estadia, García-Pelayo manteve um encontro com o presidente de Ceuta, Juan Vivas, a fim de conhecer de perto a situação aberta desde o dia 30 de julho, e fez chegar à cidadania ceutí "o respeito, a solidariedade e a admiração dos jerezanos e jerezanas" por uma cidade "profundamente espanhola e orgulhosa de sua singularidade" como é Ceuta.

"Hoje queria estar perto, ouvir e acompanhar em um momento em que os cidadãos ceutíes precisam sentir que o resto da Espanha está com eles. Os vossos problemas são os nossos porque Ceuta não está sozinha", manifestou.

Nesta linha, encorajou os municípios espanhóis a se juntarem à manifestação cidadã convocada através de redes sociais que será realizada em Ceuta no dia 2 de setembro às 20h00, promovendo concentrações de apoio diante das casas consistoriais.

Sobre esta convocação, assinalou que é "legítimo e compreensível" que a população "queira fazer ouvir sua voz e reclamar respostas diante da situação que estão vivendo", e apelou para que essas demonstrações de apoio se desenvolvam "dando exemplo de unidade, convivência e defesa pacífica dos interesses e da integridade de Ceuta". "Não podemos olhar para o outro lado, e o municipalismo deve estar perto das pessoas em momentos de necessidade", afirmou.

Após estampar sua assinatura no livro de honra da cidade, María José García-Pelayo transmitiu seu "carinho e admiração" ao povo ceutí pela "atitude, força e fortaleza que estão mostrando diante da crise migratória que estão padecendo". Igualmente, dirigiu algumas palavras ao presidente ceutí, a quem reconheceu "a gestão corajosa e decidida em defesa da integridade de sua cidade, de seu povo e de suas fronteiras".

"Eu vim dizer aos ceutianos que não estão sozinhos, que contam com nosso carinho e nosso respeito, e que sua preocupação é também a nossa", destacou a prefeita e presidenta da FEMP, que valorizou "a serenidade, responsabilidade e a firmeza que os vizinhos estão demonstrando diante de uma situação de enorme complexidade como a que estão vivendo neste momento".

Na sua opinião, Ceuta demonstrou que é "uma cidade comprometida com a convivência e a solidariedade" e, por isso, "a Espanha tem uma dívida de reconhecimento com ela".

Da mesma forma, expressou seu agradecimento pelo "esforço e dedicação" das Forças e Corpos de Segurança do Estado, das Forças Armadas, dos serviços públicos e do conjunto de profissionais que trabalharam estas semanas para atender à população e contribuir para a recuperação da normalidade.

Por último, García-Pelayo pediu ao Governo central "soluções eficazes" diante desta crise, com o objetivo de oferecer aos ceutianos "as respostas, a segurança e as certezas que precisam", lamentando que a atuação do Executivo "chega tarde", quando "muitos cidadãos estão há semanas sofrendo as consequências de uma situação limite".

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