O conselheiro andaluz de Inteligência Artificial, Desenvolvimento Digital e Administração Pública, José Antonio Nieto, reclamou ao Executivo central "um plano claro" frente ao tráfico de drogas e de pessoas, atividades que descreveu como "as duas grandes máfias mundiais". Com esta petição, alinha-se com a carta enviada pelo presidente da Junta, Juanma Moreno, na qual solicita reativar o Organismo Coordenador de Operações Antidroga (OCON-Sur).
"Estão ganhando a batalha, estão expondo o conjunto da sociedade andaluza a riscos que não deveriam evitar", manifestou nesta terça-feira em Sevilha durante uma coletiva de imprensa, na qual qualificou de "fracasso" a atuação do Governo central.
Nieto lamentou que a Andaluzia "tenha se convertido em um território onde as máfias podem agir à vontade" e advertiu sobre a "expansão" dessas organizações por toda a costa andaluza. Em sua opinião, "movem-se com liberdade demais, e isso está provocando muita insegurança e muito dano à tranquilidade e à segurança dos andaluzes que deve ser evitado".
Diante desse cenário, defendeu a necessidade de recuperar o OCON-Sur e insistiu em sua "utilidade" durante o tempo em que esteve operacional. Segundo lembrou, "demonstrou que funcionava e que criava um problema sério para as máfias e que realmente protegia a sociedade. Em vez de potencializá-lo e expandi-lo, o que o Governo fez foi eliminá-lo e dissolvê-lo".
O conselheiro ressaltou ainda que o Governo "tem ferramentas muito potentes com inteligência artificial para tentar lutar contra as máfias" e, nessa linha, ofereceu-se para colaborar "conjuntamente" a partir da Junta para reforçar essa estratégia.