O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o Irã deixou de pagar os salários a "grandes setores" de seu Exército e acusou as forças iranianas de matar sua própria população, mesmo quando não participa de protestos, algo que descreve como "uma crise humanitária de proporções épicas".
"A fracassada República Islâmica do Irã não está pagando a grandes setores de suas forças militares, enquanto ao mesmo tempo mata manifestantes, mesmo quando não estão protestando, em níveis nunca vistos antes", apontou o mandatário americano em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Na mesma linha, Trump qualificou a situação interna do país persa como uma "crise humanitária de proporções épicas" que, em sua opinião, "deve ser interrompida" imediatamente.
As declarações do presidente chegam após Washington e Teerã terem deixado passar sem acordo o prazo de 60 dias fixado para tentar uma solução definitiva para a crise aberta pela ofensiva lançada pelo Exército americano e o israelense contra o Irã no mês passado de fevereiro.
Após este novo desencontro, os Estados Unidos ameaçaram colocar em marcha uma ofensiva comercial destinada a cortar qualquer via de financiamento do Irã, advertindo sobre possíveis sanções a todos os países que mantiverem relações econômicas com a República Islâmica, entre eles a China, com o objetivo de alcançar um isolamento total da economia iraniana.