O presidente das Cortes de Castilla-La Mancha, Pablo Bellido, ao valorar a crise migratória de Ceuta e os recentes episódios de violência, expressou seu pesar por que "haja interesses concretos para que a população se sinta atemorizada".
Este sábado, Bellido participou da XXX Festa Ganchera do Alto Tajo, onde recordou como o escritor e pensador José Luis Sampedro plasmou este ofício tradicional em seu romance 'O rio que nos leva' e como, desde então, ficou unido a esta zona graças às suas repetidas visitas aos povoados e a esta celebração.
A partir desta alusão, Bellido quis sublinhar o perfil humanista de Sampedro e suas "ensinações", entre as quais destacou a ideia de que "há poderes que se preocupam em fabricar e propagar medo para que a sociedade não possa ser totalmente livre".
Tal como foi apontado pelas Cortes, o presidente transferiu esta reflexão à situação humanitária que atravessa Ceuta neste verão e aos incidentes violentos registrados nos últimos dias.
"Estamos vendo que há interesses concretos para que a população se sinta atemorizada", insistiu Bellido, reivindicando ao mesmo tempo "liberdade, evidentemente com controle, porque a segurança é um orçamento básico para a liberdade".