BBVA já consumiu metade (50,12%) do primeiro lote de 1.000 milhões de euros do seu novo programa de recompra de ações, dotado no total com 2.000 milhões, na quarta semana desde o seu lançamento, segundo comunicou esta segunda-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV).
Entre 24 e 28 de agosto, a entidade adquiriu cerca de 4,5 milhões de títulos a um preço médio de 24,83 euros por ação, o que representou um desembolso aproximado de 110 milhões de euros.
Com essas operações, o banco presidido por Carlos Torres já soma mais de 20,2 milhões de ações recompradas, a um preço médio de 24,8 euros por título, pelas quais investiu um total de 501,23 milhões de euros.
Este programa, anunciado durante a apresentação de resultados do primeiro semestre do exercício, se articula da seguinte forma: HSBC executa as ordens na Cboe Europe, Turquoise Europe e Aquis Exchange, enquanto que, através do corretor Kepler Cheuvreux, são realizadas as compras no Mercado Contínuo.
A previsão é que este primeiro lote não conclua antes de 14 de setembro nem se prolongue além de 9 de outubro de 2026 e, em qualquer caso, terminará quando se alcançar o valor máximo previsto ou se chegar ao número limite de ações estabelecido, que é de 483.221.729 títulos.
Este novo plano se adiciona ao programa extraordinário de recompra de quase 4.000 milhões de euros que o banco basco deu por finalizado no passado 3 de agosto, a maior operação desse tipo na história da entidade. Com o fechamento deste programa de 3.960 milhões, BBVA já completou seis iniciativas de recompra de ações, três de caráter extraordinário (o recém-concluído, outro de 3.160 milhões de euros executado entre 2021 e 2022 e um de 1.000 milhões em 2023) e três vinculadas à remuneração ordinária aos seus acionistas (422 milhões de euros a cargo de 2022, 781 milhões a cargo de 2023 e 993 milhões a cargo de 2024).