Boeing e o sindicato de engenheiros SPEEA voltarão a se sentar à mesa nesta segunda-feira para retomar as conversas em busca de um novo acordo coletivo, após a rejeição de duas propostas anteriores do fabricante americano e com o terreno preparado para a possível convocação de uma greve, que em qualquer caso não poderia ser iniciada antes de 6 de outubro.
Recentemente, a SPEEA realizou uma pesquisa entre os afiliados das unidades profissional e técnica com o objetivo de determinar suas prioridades neste conflito trabalhista. A maioria dos participantes colocou em primeiro lugar os aumentos salariais "imediatos, substanciais e garantidos".
Como segunda demanda chave figura o aumento dos fundos destinados a salários, ou seja, as reservas econômicas que a Boeing destina aos aumentos anuais de salário, seguida dos ajustes anuais pelo custo de vida, conforme detalhou o sindicato em um comunicado.
A SPEEA agrupa engenheiros, cientistas, pilotos, técnicos, analistas e outros perfis profissionais distribuídos em cinco estados dos Estados Unidos, embora não inclua o pessoal de produção da Boeing.
A companhia aeronáutica se encontra na fase final de certificação de seus modelos 737 Max 10 e 777X, programas que já acumularam numerosos atrasos, e uma eventual greve de engenheiros e técnicos poderia ter impacto direto nesse processo.