A Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) continua "sem notícias" da presidente da sua Fundação, a ex-ministra Fátima Báñez, que viajava num dos comboios envolvidos no sinistro ferroviário registado logo de manhã de ontem na província de Toledo.
"Continuamos sem notícias de Fátima Báñez, presidente da Fundação CEOE, que viajava ontem num dos comboios acidentados. Partilhamos a angústia das famílias que vivem esta terrível incerteza e transmitimos-lhes todo o nosso ânimo e apoio", sublinhou a patronal esta quinta-feira nas suas redes sociais.
A ex-ministra ocupava um dos lugares do Iryo contra o qual colidiu ontem um comboio AVE da Renfe entre Los Yébenes e Urda (Toledo). Os dois comboios, que tinham saído de Madrid, dirigiam-se a Sevilha, onde Báñez ia participar num ato empresarial da patronal andaluza.
Báñez está à frente da Fundação CEOE desde julho de 2020, cargo ao qual chegou quase dois anos depois de deixar o Ministério do Emprego.
Nascida em Huelva em 1967, Báñez foi ministra do Emprego e da Segurança Social desde dezembro de 2011 até junho de 2018, durante o Governo presidido por Mariano Rajoy.
Foi a responsável por impulsionar a reforma laboral aprovada pelo PP em 2012, duramente criticada pelas organizações sindicais e contra a qual se convocou uma greve geral com o objetivo de forçar a sua revogação.
A ex-ministra abandonou a política em março de 2019 com a intenção de dar o salto para o setor privado, onde atualmente é conselheira independente na Rovi e conselheira externa da Iberdrola Energía Internacional.