Díaz atribui à regularização a menor queda do emprego em agosto apesar de um aumento incomum do desemprego

Yolanda Díaz vincula o aumento do desemprego em agosto à regularização de migrantes e destaca que a afiliação caiu menos do que o previsto.

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A vice-presidente segunda e ministra do Trabalho e Economia Social, Yolanda Díaz, assinalou esta quarta-feira que as novas inscrições nos escritórios de emprego de pessoas estrangeiras recém-regularizadas explicam que o desemprego aumentou em agosto um pouco acima do habitual (+44.419 desempregados). Ao mesmo tempo, destacou que o retrocesso da afiliação (-162.840 contribuintes) foi mais moderado do que se previa precisamente por este mesmo processo.

Ao analisar os números do mercado de trabalho correspondentes ao oitavo mês do ano, a vice-presidente indicou que o desemprego se incrementa em agosto um pouco mais do que o normal porque "parte dessas pessoas se inscrevem pela primeira vez nos escritórios de emprego" após acessar sua regularização extraordinária.

De forma paralela, Díaz apontou que a diminuição da afiliação "foi menor do que o habitual pela regularização das pessoas migrantes", afirmando que "em condições normais teria caído mais". A seu entender, trata-se de "outro efeito positivo de um processo que incorpora centenas de milhares de pessoas com plenos direitos ao mercado de trabalho".

Apesar do padrão sazonal próprio de agosto após o fechamento da campanha estival, a titular do Trabalho quis destacar a solidez do emprego.

"O desemprego na Espanha reduziu-se no último ano em 70.593 pessoas, isto é 2,9% menos, e temos 710.000 desempregados a menos no mercado de trabalho do que em 2019", ressaltou, sublinhando também que a afiliação aumenta em 679.023 pessoas nos últimos doze meses até alcançar "a mais alta para um mês de agosto desde que há registros".

Na mesma linha, a vice-presidente lembrou que, em termos dessazonalizados, a afiliação cresceu em 83.844 pessoas em agosto e que a Espanha apresenta "o número de desemprego mais baixo para um mês de agosto desde o ano 2007", ao situar-se abaixo do limiar de 2,4 milhões de desempregados (2.355.918 parados).

"O desemprego juvenil continua abaixo de 170.000 pessoas. E o desemprego feminino, embora suba este mês, mantém-se no seu nível mais baixo desde o ano 2008", enfatizou Díaz.

Impacto da reforma trabalhista e proteção social

A ministra do Trabalho colocou o foco nos efeitos das reformas estruturais sobre o mercado de trabalho, assegurando que "o emprego com direitos continua se consolidando". "Os 38,5% dos contratos assinados são indefinidos, frente aos 8,5% de antes da reforma trabalhista. A reforma trabalhista continua transformando o mundo do trabalho", ressaltou.

Quanto à proteção social, a vice-presidente avaliou o nível de cobertura das prestações por desemprego, que marca um novo máximo de 86,8%. "Os 86,8% das pessoas desempregadas estão protegidas", celebrou.

Por último, Yolanda Díaz assegurou que o Governo continuará impulsionando sua agenda de reformas na área trabalhista: "Como sempre digo, não nos conformamos. Queremos ir além. Estamos demonstrando que é o emprego que puxa a economia espanhola. E vamos continuar garantindo e ampliando direitos para que as pessoas trabalhadoras e suas famílias possam viver melhor", concluiu.

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