Os hotéis espanhóis enfrentam agosto com preços recordes: quanto custa já um quarto

Os hotéis faturaram uma média de 156,92 euros por quarto ocupado em julho, um 6,8% a mais do que há um ano, enquanto os preços hoteleiros aumentaram 5,9% e a ocupação superou 71%

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Dormir em um hotel na Espanha está cada vez mais caro. Os estabelecimentos hoteleiros faturaram em julho uma média de 156,92 euros diários por cada quarto ocupado, um 6,79% a mais do que no mesmo mês de 2025.

Os últimos dados publicados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o setor chega ao trecho central do verão com os preços crescendo com força, uma ocupação superior a 71% das vagas e cerca de 45 milhões de pernoites.

Um quarto ocupado fatura já quase 157 euros diários

A tarifa média diária dos hotéis espanhóis, conhecida como ADR, alcançou os 156,92 euros em julho de 2026. O aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 6,79%, acima até mesmo do crescimento registrado pelo Índice de Preços Hoteleiros.

O número permite ter uma ideia do encarecimento da hospedagem em plena temporada alta, embora convém precisar o que mede exatamente. Os 156,92 euros não representam necessariamente o preço que encontrará qualquer viajante ao buscar um quarto, mas sim a faturação média diária obtida pelos hotéis por cada quarto que efetivamente esteve ocupado.

O INE utiliza o ADR como um de seus principais indicadores de rentabilidade do setor. Dessa forma, incorpora as diferentes tarifas aplicadas pelos estabelecimentos a seus clientes e permite comparar como evolui a quantidade faturada por quarto ocupado.

Os preços dos hotéis sobem 5,9% em um ano

O encarecimento não se limita ao ADR. O Índice de Preços Hoteleiros aumentou 5,91% em relação ao ano anterior em julho, segundo os dados provisórios publicados neste 21 de agosto. O índice situou-se em 180,35 pontos.

Este indicador também não deve ser confundido com a tarifa média diária. O Índice de Preços Hoteleiros mede a evolução do conjunto de preços que os empresários hoteleiros aplicam a seus diferentes clientes e o faz sob a perspectiva da oferta.

Portanto, os dois dados contam partes diferentes da mesma realidade. Os preços aplicados pelos hotéis cresceram 5,9%, enquanto a faturação média por quarto ocupado avançou ainda mais, 6,8%, até se aproximar dos 157 euros diários.

Os hotéis superam 71% de ocupação em julho

O aumento dos preços vem acompanhado de uma elevada utilização da capacidade hoteleira. O grau de ocupação por vagas alcançou 71,09% em julho, o que representa um aumento em relação ao ano anterior de 0,88%.

A ocupação permite completar a fotografia que oferecem as tarifas. Não só os hotéis estão faturando mais pelos quartos que vendem, mas mais de sete em cada dez vagas ofertadas estiveram ocupadas em média durante julho.

A combinação de preços mais elevados e uma ocupação que continua crescendo ajuda a explicar a força do negócio hoteleiro durante a temporada alta. Para medir corretamente essa rentabilidade, o INE utiliza conjuntamente indicadores como o ADR, a receita por quarto disponível ou RevPAR e a ocupação por quartos.

Principais dados dos hotéis espanhóis em julho de 2026

Indicador Julho de 2026 Variação anual
Tarifa média por quarto ocupado (ADR) 156,92 € +6,79%
Grau de ocupação por vagas 71,09% +0,88%
Pernoctações 44.846.714 +0,33%
Índice de Preços Hoteleiros 180,35 pontos +5,91%
Duração média da estadia 3,40 dias -0,97%

Casi 45 milhões de noites de hotel em um único mês

Os estabelecimentos hoteleiros espanhóis contabilizaram exatamente 44.846.714 pernoctações durante julho, um 0,33% mais que no mesmo mês de 2025. O crescimento é moderado, especialmente se comparado com a evolução das tarifas, mas mantém a demanda acima da registrada um ano antes.

O comportamento das pernoctações é especialmente significativo ao compará-lo com os preços. Enquanto as noites contratadas aumentaram apenas 0,3%, o ADR cresceu 6,8% e os preços hoteleiros 5,9%. A melhoria da faturação média por quarto não responde, portanto, apenas a um forte aumento do volume de estadias.

A duração média da estadia, de fato, retrocedeu. Os viajantes permaneceram uma média de 3,40 dias, um 0,97% menos que em julho do ano anterior. Os hotéis conseguem assim elevar suas tarifas e manter uma elevada ocupação apesar de que a duração média das estadias se reduz ligeiramente.

Os preços crescem muito mais que as pernoctações

Os dados de julho desenham uma tendência especialmente relevante para quem busca alojamento em plena temporada turística. O número de pernoctações continua crescendo, mas o faz a um ritmo muito inferior ao dos preços: 0,3% frente ao 5,9% registrado pelo Índice de Preços Hoteleiros.

Também aumenta com maior intensidade o dinheiro que os estabelecimentos obtêm de cada quarto ocupado. A tarifa média diária sobe 6,79%, o que coloca o ADR perto dos 157 euros por noite logo antes de entrar em agosto, um dos meses de maior demanda turística do ano.

Isso não significa que qualquer quarto reservado na Espanha custe exatamente essa quantia. O preço final depende do destino, da categoria do estabelecimento, das datas, do regime contratado e do momento da reserva. O dado do INE é uma média de faturamento por quarto ocupado, não uma tarifa oficial nem um preço mínimo de mercado.

O que significam ADR e RevPAR e por que não são a mesma coisa

A estatística hoteleira utiliza vários indicadores que podem parecer similares, mas medem aspectos diferentes. O ADR (Average Daily Rate) representa a tarifa ou faturamento médio diário por quarto ocupado. Em julho, situou-se nesses 156,92 euros.

O RevPAR (Revenue per Available Room) mede, por outro lado, a receita por cada quarto disponível, independentemente de ter sido ocupado ou não. Por isso, incorpora indiretamente o efeito da ocupação: um hotel pode cobrar tarifas elevadas por seus quartos vendidos e, no entanto, obter um RevPAR mais reduzido se muitos permanecerem vazios.

O Índice de Preços Hoteleiros responde a uma terceira pergunta. Não mede diretamente quanto fatura um quarto, mas como evoluem os preços aplicados pelo conjunto do setor hoteleiro. Separar os três conceitos evita interpretar como equivalentes cifras que descrevem dimensões distintas do negócio.

Os hotéis chegam a agosto com tarifas em alta e uma elevada ocupação

A fotografia que deixa julho combina mais preços, mais faturamento por quarto ocupado e uma ocupação superior à do ano passado. Os hotéis chegam assim ao coração do verão depois de elevar em 5,9% seus preços e com um ADR que avança ainda mais, 6,8%.

O crescimento da demanda, por outro lado, é muito mais contido. As quase 44,85 milhões de pernoites representam apenas 0,3% a mais do que um ano antes, enquanto a estadia média se reduz para 3,40 dias.

Para o viajante, o dado mais imediato é o de 156,92 euros de faturamento médio por quarto ocupado. Para o setor, a leitura é mais ampla: os estabelecimentos conseguem aumentar seus ingresos unitários com força mesmo em um cenário em que as pernoites mal avançam. Julho deixa assim um mercado hoteleiro em plena alta temporada marcado, sobretudo, pelo encarecimento.

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¿Qué trámites o procesos utiliza el Instituto Nacional de Estadística (INE) para recopilar y validar los datos hoteleros en España?

El Instituto Nacional de Estadística (INE) recopila y valida los datos hoteleros en España, básicamente, a través de la Encuesta de Ocupación Hotelera (EOH), integrada en la operación mensual de Coyuntura Turística Hotelera (EOH/IPH/IRSH). La propia nota metodológica incluida en las últimas notas de prensa, como la de junio de 2026 (Coyuntura Turística Hotelera, junio 2026), permite reconstruir los principales trámites y procesos.

1. Marco de la operación estadística

Según la nota metodológica de junio de 2026, la EOH es una operación continua de periodicidad mensual cuyo objetivo es “conocer una serie de variables que permitan describir las características fundamentales del sector hotelero, tanto desde el punto de vista de la oferta como de la demanda”. En la misma operación se calculan:

  • EOH: pernoctaciones, viajeros, plazas, grados de ocupación, etc.
  • IPH (Índice de Precios Hoteleros): evolución mensual de los precios aplicados por los establecimientos.
  • IRSH (Indicadores de Rentabilidad del Sector Hotelero): ADR y RevPAR, para facilitar la toma de decisiones del sector.

El ámbito geográfico es todo el territorio nacional y el ámbito poblacional abarca “todos los establecimientos hoteleros”. Los resultados se publican mensualmente en notas de prensa y en INEbase, donde se ofrece la explotación detallada por comunidades autónomas, provincias, zonas y puntos turísticos.

2. Diseño muestral y selección de establecimientos

El INE explica que utiliza un muestreo estratificado, con estratos definidos por:

  • Provincia (o isla en las provincias insulares).
  • Categoría del establecimiento (estrellas de oro o de plata).
  • Tamaño del establecimiento (número de plazas).

Dentro de ese diseño, se indica que la categoría de 5 estrellas de oro se investiga de forma exhaustiva, es decir, no mediante muestra, sino cubriendo todos los hoteles de esa categoría. El tamaño muestral es de alrededor de 8.000 establecimientos en invierno y 10.000 en verano, lo que permite estimaciones representativas y desagregadas.

3. Recogida de la información

La nota metodológica de junio de 2026 precisa varios elementos clave del proceso de recogida:

  • Periodo de referencia de los resultados: el mes completo (por ejemplo, junio de 2026).
  • Periodo de referencia de la información: “siete días seguidos de cada mes, elegidos aleatoriamente de tal manera que entre todos los establecimientos cubran el mes completo”. Es decir, a cada hotel se le asigna un bloque de 7 días, pero en conjunto la muestra cubre todos los días del mes.
  • Método de recogida: “cuestionario cumplimentado directamente por el establecimiento hotelero”. El establecimiento aporta sus propios datos de ocupación, plazas ofertadas, pernoctaciones de residentes y no residentes, etc.

El cuestionario y las instrucciones forman parte de la metodología oficial de la operación, accesible desde las referencias a “metodologías” e “informes metodológicos estandarizados” que se citan en la nota de junio de 2026.

4. Depuración, validación y revisiones

Aunque las notas de Coyuntura Turística Hotelera no detallan paso a paso todos los controles internos, sí dan varias pistas sobre los procedimientos de validación:

  • En varias notas, incluida la de junio de 2026, se indica que el INE “actualiza los datos” de meses anteriores (por ejemplo, los datos de junio de 2025) cuando dispone de nueva información o tras procesos de revisión. Esto evidencia un ciclo de revisión y depuración posterior a la primera publicación.
  • Se remite expresamente a la metodología y al informe metodológico estandarizado, donde se describen los controles de coherencia, comparaciones intermensuales y análisis de outliers, aunque esos detalles no aparecen literalizados en la nota de prensa.
  • Se subraya que las estadísticas del INE se elaboran “de acuerdo con el Código de Buenas Prácticas de las Estadísticas Europeas”, lo que exige procedimientos documentados de control de calidad, validación y revisión de la información.

En la práctica, los datos hoteleros pasan por una secuencia: recogida mediante cuestionario, controles de consistencia y coherencia interna, revisión frente a series históricas y, si procede, actualización de las cifras ya difundidas.

5. Garantías de calidad y transparencia

Todas las notas recientes (2024–2026) insisten en que la EOH, el IPH y los IRSH se ajustan al citado Código de Buenas Prácticas europeo, y facilitan enlaces a:

  • Las metodologías de EOH, IPH e IRSH, donde se describen en detalle los procesos de campo y de oficina.
  • Los informes metodológicos estandarizados, que explican el diseño muestral, los errores de muestreo y la gestión de revisiones.
  • La sección de Calidad en el INE, donde se recogen los principios generales aplicados a todas las operaciones estadísticas.

En conjunto, estos documentos muestran que la producción de datos hoteleros del INE se apoya en un diseño muestral robusto, una recogida directa por los establecimientos y un ciclo sistemático de validación y revisión, con criterios armonizados a nivel europeo.

¿Cuáles son las principales competencias del INE y qué otros indicadores económicos relevantes publica regularmente?

El Instituto Nacional de Estadística (INE) es el organismo público responsable de la producción y coordinación de la estadística oficial de ámbito estatal en España. Sus competencias se centran en recopilar, elaborar y difundir estadísticas fiables, homogéneas y comparables que sirvan de base para la toma de decisiones públicas, la investigación y la actividad económica.

Principales competencias del INE

  • Elaboración de estadísticas oficiales básicas: el INE diseña y ejecuta las principales operaciones estadísticas de ámbito estatal (encuestas, censos, explotaciones de registros administrativos) en materias demográficas, económicas, sociales y territoriales. Entre ellas destacan los censos de población y vivienda, las encuestas de hogares y las encuestas empresariales.
  • Coordinación del Sistema Estadístico Nacional: actúa como órgano de referencia para coordinar las estadísticas oficiales producidas por ministerios y otros organismos de la Administración General del Estado, así como su articulación con la estadística de las comunidades autónomas, garantizando coherencia metodológica y evitar duplicidades.
  • Representación internacional: representa a España ante organismos estadísticos internacionales y europeos (especialmente Eurostat), participa en la elaboración de normas comunes y asegura que las estadísticas españolas sean comparables con las de otros países de la UE.
  • Garantía de calidad y confidencialidad: el INE fija y aplica estándares de calidad estadística (fiabilidad, puntualidad, coherencia y transparencia) y garantiza el secreto estadístico, de modo que los datos individuales recogidos en encuestas y censos no puedan identificarse ni usarse con fines ajenos a la estadística.
  • Planificación estadística: colabora en la elaboración del Plan Estadístico Nacional y de sus programas anuales, donde se recogen todas las operaciones estadísticas oficiales, sus responsables, periodicidad, metodología básica y objetivos.
  • Difusión y acceso a la información: se encarga de poner los resultados a disposición del público, administraciones, empresas y comunidad académica mediante su sede electrónica, bases de datos, publicaciones, notas de prensa y microdatos anonimizados para investigación.

Indicadores económicos relevantes que publica el INE

El INE produce una gran cantidad de indicadores económicos que se publican con una periodicidad regular (mensual, trimestral o anual). Algunos de los más utilizados son:

  • Producto Interior Bruto (PIB): cuentas trimestrales y anuales de la economía española, con desglose por componentes de demanda (consumo, inversión, exportaciones, etc.) y por ramas de actividad. Es el indicador fundamental para medir el crecimiento económico.
  • Índice de Precios de Consumo (IPC): mide la evolución de los precios de una cesta representativa de bienes y servicios de consumo, a nivel nacional y por comunidades autónomas. Es la referencia clave para analizar la inflación y actualizar salarios, pensiones o contratos.
  • Índice de Precios Industriales (IPRI) y otros índices de precios: recogen la variación de precios a salida de fábrica en la industria, así como precios en el sector servicios o en la vivienda, proporcionando información temprana sobre tensiones inflacionistas en etapas previas al consumo.
  • Encuesta de Población Activa (EPA): ofrece trimestralmente datos de empleo, paro, tasas de actividad y ocupación, con múltiples desgloses (sexo, edad, sector, tipo de jornada, comunidad autónoma). Es la principal referencia del mercado laboral.
  • Índices de cifra de negocios y producción: incluyen, entre otros, el Índice de Producción Industrial (IPI) y los índices de cifra de negocios del sector servicios y del comercio, que permiten seguir la evolución coyuntural de la actividad empresarial.
  • Estadísticas de empresas y estructura productiva: como el Directorio Central de Empresas (DIRCE), las encuestas estructurales a empresas y las cuentas de empresas, que informan sobre número de empresas, tamaño, sectores, facturación y márgenes.
  • Indicadores del sector turístico: ocupación hotelera, apartamentos, campings, casas rurales, encuestas de gasto turístico, movimientos turísticos de los residentes y de los no residentes, esenciales para un sector clave de la economía española.
  • Estadísticas de construcción y vivienda: precios de vivienda, transacciones, visados de obra nueva (a través de explotaciones conjuntas con otros organismos), que ayudan a seguir el ciclo inmobiliario y su impacto económico.
  • Cuentas nacionales no financieras y financieras por sectores institucionales: muestran la posición financiera y de ahorro de hogares, empresas, administraciones públicas y resto del mundo, y permiten analizar endeudamiento y capacidad/necesidad de financiación.

En conjunto, estas competencias e indicadores convierten al INE en un actor central para comprender la situación y evolución de la economía española, proporcionando datos homogéneos y metodológicamente sólidos que sirven de referencia para gobiernos, bancos centrales, empresas e investigadores.

¿Qué normativa regula la elaboración y publicación de estadísticas oficiales sobre el sector turístico en España?

En España, la elaboración y publicación de estadísticas oficiales sobre el sector turístico se apoya en un doble andamiaje normativo: por un lado, la normativa general de función estadística pública y del Sistema Estadístico Nacional; por otro, las reglas europeas específicas sobre estadísticas de turismo que obligan a producir operaciones como FRONTUR, la Encuesta de Turismo de Residentes (ETR) y la Cuenta Satélite de Turismo de España (CSTE).

1. Marco general de la función estadística pública en España

El punto de partida es la competencia exclusiva del Estado sobre «las estadísticas para fines estatales» reconocida en el artículo 149.1.31 de la Constitución. A partir de ahí, la pieza básica es la Ley 12/1989, de 9 de mayo, de la Función Estadística Pública (LFEP):

  • Define qué son las estadísticas para fines estatales y fija los principios de confidencialidad, secreto estadístico, calidad y proporcionalidad.
  • Atribuye al Instituto Nacional de Estadística (INE) la elaboración de las operaciones estadísticas estatales que le encomiende el Plan Estadístico Nacional y la coordinación del conjunto del sistema, como se recuerda en numerosos convenios publicados en el BOE, por ejemplo el convenio INE–Hacienda Foral de Gipuzkoa–Eustat:
    Resolución de 15 de julio de 2025 (convenio INE–Gipuzkoa–Eustat).
  • Establece el Plan Estadístico Nacional (PEN) y sus programas anuales como instrumento ordenador de la actividad estadística de la Administración General del Estado. En el PEN se incluyen todas las operaciones obligatorias por normativa europea y se describe, para cada una, su organismo responsable, periodicidad, ámbito y difusión.

Los planes más recientes, como el Plan Estadístico Nacional 2025‑2028, se aprueban por real decreto (en los documentos consultados se cita expresamente el «Real Decreto 1225/2024, de 3 de diciembre, por el que se aprueba el Plan Estadístico Nacional 2025‑2028») y en ellos se incorporan las operaciones turísticas: FRONTUR, ETR y las estadísticas y cuentas satélite asociadas al turismo, entre otras. Convenios recientes con operadores de telefonía indican que ambas operaciones están «incluidas en el Plan Estadístico Nacional 2025‑2028»; v. gr.:

2. Normativa europea general de estadística

La producción de estadísticas turísticas se inserta en el Sistema Estadístico Europeo, regido por el Reglamento (CE) n.º 223/2009, relativo a la estadística europea, que:

  • Define el marco jurídico común para la producción de estadísticas europeas comparables.
  • Reconoce el papel de los institutos nacionales de estadística (en España, el INE) y de Eurostat, y habilita el acceso a registros administrativos y fuentes privadas para fines estadísticos (artículos 17 bis y 17 ter, citados en varios convenios del INE).

Ese reglamento ha sido recientemente modificado por el Reglamento (UE) 2024/3018, de 27 de noviembre de 2024, que refuerza el acceso de los servicios estadísticos a datos administrativos y privados y prevé, en determinados casos, compensaciones a los titulares de datos privados por tratamientos específicos. La reforma se menciona, por ejemplo, en:

Además, las notas metodológicas del INE señalan que sus operaciones se elaboran conforme al Código de Buenas Prácticas de las Estadísticas Europeas, que completa este marco jurídico con estándares de independencia, calidad y transparencia.

3. Normativa específica de estadísticas de turismo

Dentro de ese marco general, las estadísticas oficiales sobre turismo están especialmente condicionadas por la normativa europea sectorial, en particular:

  • El Reglamento (UE) n.º 692/2011 del Parlamento Europeo y del Consejo, de 6 de julio de 2011, relativo a las estadísticas europeas sobre el turismo, que fija las variables, definiciones, periodicidad, muestras y requisitos de transmisión de la información sobre:
    • turismo receptor (visitantes no residentes),
    • turismo emisor y turismo de residentes,
    • capacidad y ocupación de los alojamientos turísticos.
    Convenios del INE con operadores (Orange, Telefónica) citan expresamente que la ETR y FRONTUR se realizan «para dar cumplimiento al Reglamento (UE) n.º 692/2011».

En España, esa obligación se materializa a través de:

  • Operaciones de demanda:
    • Estadística de Movimientos Turísticos en Fronteras (FRONTUR) – mide mensualmente la afluencia de turistas internacionales, encuadrada en el PEN 2025‑2028 y apoyada en fuentes tradicionales de encuesta y, progresivamente, en datos de posicionamiento móvil (convenios con Orange y Telefónica).
    • Encuesta de Turismo de Residentes (ETR) – recoge los viajes de la población residente y también se adapta a 692/2011, incorporando datos móviles como fuente complementaria, según los mismos convenios.
  • Operaciones de síntesis:
    • Cuenta Satélite de Turismo de España (CSTE), que integra información procedente de múltiples operaciones (FRONTUR, ETR, encuestas de ocupación, contabilidad nacional) para medir el peso del turismo en el PIB y el empleo. Su metodología y resultados se difunden por el INE, conforme a los principios de la contabilidad nacional y a las normas europeas de estadísticas macroeconómicas, como muestra la nota de prensa específica:
      Cuenta Satélite de Turismo de España 2021‑2023.

La regulación concreta de cada operación (descripción, variables, periodicidad, obligaciones de respuesta, etc.) se plasma en las fichas del Plan Estadístico Nacional y en sus programas anuales, que se aprueban por real decreto. Sobre esa base, el INE suscribe convenios de acceso a datos administrativos y privados —como los citados con operadores de telecomunicaciones— al amparo de la LFEP, del Reglamento 223/2009 y de su reforma de 2024.

4. Síntesis

En resumen, la normativa que regula la elaboración y publicación de estadísticas oficiales de turismo en España se articula así:

  • A nivel estatal: Constitución (art. 149.1.31 CE), Ley 12/1989, de la Función Estadística Pública, y los reales decretos que aprueban el Plan Estadístico Nacional y sus programas anuales (en los que se integran FRONTUR, ETR, encuestas de ocupación y la CSTE).
  • A nivel europeo general: Reglamento (CE) n.º 223/2009 sobre la estadística europea y su modificación por el Reglamento (UE) 2024/3018, junto con el Código de Buenas Prácticas.
  • A nivel europeo sectorial: Reglamento (UE) n.º 692/2011 sobre estadísticas europeas de turismo, que determina el contenido técnico mínimo que deben cumplir operaciones como FRONTUR, ETR y las estadísticas asociadas empleadas en la CSTE.

La combinación de estos instrumentos asegura que las estadísticas turísticas españolas sean oficiales, comparables en la UE y elaboradas bajo estrictas garantías de secreto estadístico y calidad metodológica.

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¿En cuánto se situó la tarifa media diaria (ADR) por habitación ocupada en los hoteles españoles en julio de 2026?

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¿Qué porcentaje de incremento interanual registró el Índice de Precios Hoteleros en julio de 2026?

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¿Cuál fue el grado de ocupación por plazas en los hoteles españoles en julio de 2026?

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