O Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico decidiu arquivar os procedimentos de inabilitação e de transferência de clientes abertos no passado 16 de julho contra a Holaluz, empresa que insiste que está "em dia com os pagamentos", segundo comunicou nesta sexta-feira.
Segundo a resolução enviada à empresa, o arquivamento do processo será publicado neste sábado no Boletim Oficial do Estado (BOE) e, desde o momento em que for notificado, ficarão sem efeito todas as medidas provisórias que haviam sido aplicadas ao iniciar o procedimento.
A Holaluz avalia positivamente que o Ministério tenha optado por fechar os processos e lembra que, desde o início, sustentou que o incidente que motivou a abertura do processo "era uma situação pontual derivada de uma discrepância sobre a exigibilidade de determinadas faturas".
"Não respondia nem a uma vontade de inadimplência nem a uma situação patrimonial que impedisse a empresa de atender regularmente suas obrigações", acrescentam da empresa.
O procedimento foi iniciado a partir de reclamações em torno da exigibilidade de faturas emitidas por três fornecedores, por um total de 4.392.776,82 euros, "que contavam com um plano de pagamentos".
Nessa linha, a Holaluz sustenta que tanto as faturas objeto de discrepância como as posteriores estão "integralmente quitadas e a Holaluz se encontra em dia com suas obrigações com as distribuidoras".
Situação financeira e visão da empresa
Além disso, a empresa assegura que sua situação financeira está "saneada", apesar do impacto em sua tesouraria de decisões regulatórias como o RD de Resposta à Crise do Oriente Médio.
A cofundadora e CEO da Holaluz, Carlota Pi, reiterou que, desde o início, consideraram que se tratava de um processo meramente administrativo e delimitado no tempo: "Estávamos convencidos de que se resolveria favoravelmente. Hoje podemos fechar esse capítulo".
"Temos aproximadamente 1% do mercado e, no entanto, só se fala de nós. Algo estaremos mudando", destacou.