O Ibex 35 sobe 0,6% a meio da sessão e se aproxima novamente dos 20.000 pontos com o petróleo a 93 dólares.

O Ibex 35 avança a meio da sessão, toca novamente os 20.000 pontos e cotiza atento ao petróleo, à tensão no Oriente Médio e aos dados macro.

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O Ibex 35 da Bolsa de Madrid registrava a meio da sessão desta sexta-feira, última jornada da semana, um avanço de 0,63%, tentando reconquistar os 20.000 pontos que perdeu na segunda-feira após ter permanecido nove sessões seguidas acima desse nível psicológico.

Às 12:00 horas, o seletivo espanhol situava-se nos 19.936,8 pontos em uma jornada condicionada pelo recrudescimento das tensões no Oriente Médio e pela intenção do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de iniciar contra o Irã "a operação econômica mais devastadora já empreendida", o que impulsionou o preço do petróleo até os 93 dólares.

Nessa linha, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu nesta sexta-feira aos aliados de Washington que se posicionem —"ou estão conosco ou estão contra nós"— na guerra econômica contra o Irã anunciada por Trump, da qual adiantou que oferecerá mais informações na próxima segunda-feira em uma coletiva de imprensa.

"Vamos esmagar a economia deste regime assassino, o que limitará sua capacidade de projetar poder através de seus representantes", assegurou Bessent, acrescentando que "não poderão pagar ao Exército".

Ele também apontou "uma inflação substancial, tanto de alimentos quanto geral, no Irã", rejeitando as previsões pessimistas de alguns analistas sobre essa estratégia. Apesar disso, Bessent defendeu que essa tática "sim funciona". "Temos uma combinação. É um golpe duplo. Temos o bloqueio e vamos impor as sanções mais severas da história", indicou, ressaltando que "isso funcionará".

Na sua opinião, os mercados de petróleo "estão mal interpretando o significado dessa pressão econômica", já que os Estados Unidos têm "o controle do estreito" de Ormuz e suas forças podem "continuar extraindo grandes quantidades de energia" (hidrocarbonetos) do enclave utilizando "o corredor sul".

As autoridades iranianas negaram em reiteradas ocasiões que exista uma rota segura pelo corredor sul do estreito de Ormuz, frente às costas de Omã, uma zona onde ocorreram explosões em navios cargueiros, mercantes e petroleiros por minas ou impactos de projéteis.

No obstante, o portal Axios informou na véspera que as Forças Armadas dos Estados Unidos habilitaram um corredor meridional pelo qual entre 15 e 20 petroleiros cruzam cada noite o estreito em ambos os sentidos, transportando em torno de 10 milhões de barris diários —aproximadamente a metade do volume anterior à guerra—, segundo dois funcionários americanos.

"Estamos há dois meses controlando a faixa sul do estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica pode ser um incômodo, mas não controla o estreito. Nós sim", afirmou um desses responsáveis, com conhecimento direto da operação, citado pela mídia americana.

Ao mesmo tempo, o Exército de Israel retomou nesta sexta-feira os bombardeios aéreos sobre as localidades de Mayfadoun e Al Mansouri, no sul do Líbano, apesar da trégua acordada em junho entre os Governos israelense e libanês com o objetivo de avançar em direção a um cessar-fogo permanente.

Neste contexto, o barril de Brent —referência na Europa— caía 0,5% na metade da sessão das Bolsas europeias, até 93,3 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuava 0,43%, até 86,4 dólares por barril.

A alta dos bônus e a inflação no Japão

No plano macroeconômico, os investidores concentram hoje sua atenção na publicação de diversos PMI tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, além dos dados de confiança do consumidor na zona do euro referentes a julho.

Antes da abertura do mercado, foi conhecido que a inflação subjacente do Japão, que exclui os alimentos frescos, acelerou em julho até 1,8% em relação ao ano anterior, duas décimas a mais que em junho e seu maior aumento desde janeiro. Este movimento reforça as expectativas de um novo aumento de taxas por parte do Banco do Japão na reunião prevista para os dias 17 e 18 de setembro, depois de elevar em junho a taxa de juros oficial para 1%, seu nível mais alto em mais de trinta anos.

Os mercados também seguem de perto as iniciativas dos EUA para enfrentar sua elevada dívida. O secretário do Tesouro apontou que o programa de recompra de bônus poderia superar 4.000 milhões de dólares (3.456 milhões de euros), o que significaria duplicar o limite atual, em um contexto de taxas elevadas na dívida a 10 e 30 anos, cujos rendimentos marcaram máximos recentes.

A próxima semana concentrará a atenção dos investidores com o início do encontro anual de bancos centrais em Jackson Hole, que este ano ocorrerá de 27 a 29 de agosto.

Na Espanha, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou às 9:00 horas os dados de pernoites em hotéis de julho, que aumentaram 0,3% em relação ao mesmo mês de 2025 e 1,5% nos sete primeiros meses do exercício.

As bolsas europeias se mantêm em positivo e perto de máximos

Neste cenário, às 12:00 horas desta sexta-feira, as maiores altas dentro do Ibex 35 correspondiam a Solaria (+2,27%), Arcelormittal (+1,9%), Banco Santander (+1,75%), Acciona Energia (+1,53%) e ACS (+1,33%). No lado das quedas destacavam-se Telefónica (-0,85%), Indra (-0,76%), Rovi (-0,75%), Grifols (-0,68%) e Amadeus (-0,28%).

Por outro lado, os principais mercados europeus mostravam um comportamento misto na média sessão, mas sem perder seus máximos históricos. O Mib italiano avançava 0,31% e o DAX 30 alemão somava 0,26%, enquanto o FTSE 100 britânico e o CAC 40 francês se moviam praticamente planos, com leves quedas de 0,02% e 0,01%, respectivamente.

No mercado de câmbio, o euro se apreciava frente ao dólar até situar-se em 1,1701 "bilhetes verdes", e na dívida pública o rendimento do título espanhol a dez anos se moderava até 3,689%.

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