AfD reclama a Merz eleições antecipadas para afastá-lo do cargo antes do Natal

Alice Weidel pressiona Merz para antecipar as eleições federais alemãs e conseguir sua substituição antes do Natal após o avanço da AfD.

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A dirigente da formação ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, instou o chanceler alemão, Freidrich Merz, a convocar imediatamente eleições federais antecipadas com o objetivo de facilitar sua substituição "antes do Natal", após a vitória do partido nas eleições regionais realizadas neste domingo na Saxônia-Anhalt.

"Espero que haja eleições federais antecipadas e espero que o atual chanceler seja substituído antes do Natal", manifestou Weidel após o resultado "histórico" das eleições saxônicas. "Temos um 44-45% aqui. É um mandato claro para governar. Também vamos governar a nível federal", sublinhou.

A líder da AfD atacou a atual classe política alemã ao considerar que "as pessoas estão cansadas de que se faça política contra os interesses da Alemanha". "Representamos claramente os interesses do nosso país", defendeu antes de detalhar os eixos centrais de sua proposta de governo: "cortar o excesso de gastos, controlar nossas fronteiras, deportar todos os estrangeiros, todos os criminosos, vamos fechar a fronteira".

Na sua opinião, nos últimos anos o país se "arruinou", uma situação que qualifica de "catástrofe", e da qual responsabiliza tanto a ex-chanceler Angela Merkel quanto o atual chefe do Executivo, Merz.

Weidel previu que o apoio à CDU cairá "em breve" abaixo de 20% em nível federal. "Acho que algo vai acontecer com Friedrich Merz, que é tremendamente impopular", apontou, sugerindo que "a CDU também considerará substituir o chanceler".

"Já temos nove pontos de vantagem sobre a CDU. A CDU continuará caindo. Nós continuaremos crescendo", afirmou Weidel, que confia que a AfD chegue a 40% em todo o país. "Vamos conseguir isso o mais rápido possível porque mais e mais pessoas confiam em nós, porque queremos uma mudança política e porque simplesmente não querem continuar sendo tratados como tolos", vaticinou.

O co-líder da AfD, Tino Chrupalla, apontou que "2029 será um ano eleitoral decisivo, no máximo". "Será o segundo ponto de inflexão para este país e então governaremos a Alemanha", assegurou Chrupalla, que destacou que o principal impulso de sua campanha tem sido o próprio Merz. "As pessoas 'difíceis de educar' demonstraram claramente o que ocorre hoje. Votaram claramente na AfD", concluiu.

Relações com a Rússia e os Estados Unidos

No plano internacional, Weidel reivindicou a via diplomática. "Nós sempre estamos abertos à diplomacia e sempre criticamos o fato de que quando falamos sobre a Ucrânia precisamos de um canal aberto com a Rússia para alcançar um acordo e conseguir uma solução pacífica", expôs.

Weidel sustenta que "precisamos de boas relações não apenas com a Rússia, mas acima de tudo com os Estados Unidos" e aludiu à viagem realizada neste fim de semana por representantes americanos a Moscovo e Kiev.

"É um papel que poderia ter sido desempenhado pela Alemanha. Nas últimas décadas, era uma prática habitual para nós intervir como mediadores neutros e esse papel nos encaixaria muito melhor do que o de belicistas retóricos que interpretamos hoje", acrescentou.

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