Ampliação | Finlândia e Suécia reforçam sua vigilância militar conjunta para blindar seu território

Finlândia e Suécia intensificam sua cooperação militar e o desdobramento de meios antidrone para proteger a integridade territorial e o flanco oriental da OTAN.

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O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, comunicou nesta sexta-feira um reforço da cooperação com a Suécia para salvaguardar a integridade territorial finlandesa. Trata-se de um novo passo para abordar de forma conjunta a segurança no norte da Europa, depois que ambos os países se incorporaram à OTAN em 2023 e 2024, respectivamente, após pedirem a adesão em razão da invasão russa da Ucrânia.

"A cooperação em defesa entre a Finlândia e a Suécia dá hoje um novo passo adiante. A Finlândia e a Suécia estão fortalecendo conjuntamente a vigilância e a proteção da integridade territorial da Finlândia.", destacou Stubb em uma mensagem nas redes sociais, na qual celebra esse avanço para melhorar a capacidade de detecção e resposta frente a drones.

"A região nórdica forma uma entidade unificada. Confiamos uns nos outros, e juntos somos mais fortes. A cooperação também apoia a dissuasão e a defesa da OTAN", insistiu o mandatário finlandês, sublinhando a dimensão aliada desta iniciativa.

O anúncio ocorre após um verão marcado pelas incursões de drones no flanco oriental da OTAN, desde o mar Báltico até a Romênia. Nesse contexto, a Aliança Atlântica acordou na última cúpula de líderes realizada em Ancara destinar mais de 40 bilhões de dólares (37 bilhões de euros) nos próximos cinco anos para melhorar suas capacidades antidrones.

Diante de um cenário em que os drones modificaram profundamente o tipo de risco ao qual os Estados europeus enfrentam, a OTAN estabeleceu como objetivo multiplicar por cinco o número de operadores de drones formados até o final de 2027.

Envio de caças e corvetas suecas para a Finlândia

Neste contexto, as autoridades suecas precisaram que o plano contempla o desdobramento na Finlândia de vários caças "JAS 39 Gripen" de sua Força Aérea, assim como de uma corveta da classe "Visby", com o objetivo de reforçar a segurança do país diante dos incidentes registrados na área.

"A Suécia participará das missões de vigilância e proteção da integridade territorial da Finlândia com seus caças e com uma corveta da classe 'Visby' da Marinha na região do mar Báltico", explicou o Exército sueco em uma nota oficial, na qual precisa que esta missão se prolongará pelo menos até o final do ano.

No comunicado, as Forças Armadas suecas lembram que o país "já forneceu anteriormente um apoio semelhante à Dinamarca na forma de capacidades antidrone" e que também colaborou na vigilância do espaço aéreo da Polônia e da Islândia.

"Recentemente, o espaço aéreo da aliança foi violado por drones em grande escala. O espaço aéreo da Finlândia, Romênia, Polônia e dos países bálticos foi vulnerado por drones. Somente em agosto, foram registradas mais de 20 violações do espaço aéreo romeno por drones", sublinharam as Forças Armadas da Suécia, alertando sobre a magnitude do problema.

Por isso, ressaltam que a cooperação entre Suécia e Finlândia tem um caráter amplo e que agora está "aprofundando-se" ainda mais. "A causa da Finlândia é a nossa, não apenas de palavra, mas também de ação. Sua fronteira com a Rússia constitui também nossa fronteira para a defesa da região nórdica, da Europa e da OTAN. Agora estamos fortalecendo nossa capacidade conjunta para proteger o território aliado", manifestou a vice-almirante Ewa Skoog Haslum, chefe do Comando de Operações das Forças Armadas suecas.

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