O Exército israelense informou nesta sexta-feira sobre a morte de Qais Bitawi, um dos principais comandantes das milícias do Hamás presentes no campo de refugiados de Jenin, após um bombardeio aéreo pouco frequente realizado sobre esta localidade da Cisjordânia.
Segundo uma nota divulgada em sua página oficial, as Forças Armadas de Israel explicaram que o ataque contra o veículo em que Bitawi estava também provocou a morte de outras duas pessoas, igualmente integrantes das milícias do movimento islamista palestino.
No momento, o Hamás se limitou a certificar a morte de "três heróicos mártires" neste bombardeio israelense, que ocorreu nas proximidades de uma residência situada na zona de Harash al Saada.
A Direção Geral de Assuntos Civis, órgão dependente da Autoridade Palestina, confirmou o falecimento de Bitawi, de 22 anos, e nomeou os outros dois mortos no ataque com drone contra Jenin.
Trata-se de Basil Muhamad Ibrahim Turkman e Momen Muhammad Faris Jaradat, de 26 e 22 anos, respectivamente, apontou o órgão em suas contas oficiais nas redes sociais, após assumir os corpos.
A operação é relativamente excepcional, dado que Israel costuma optar por incursões terrestres na Cisjordânia. Desde o início da guerra de Gaza, o Exército israelense executou cerca de uma centena de bombardeios aéreos neste território, dos quais apenas cinco foram realizados com aviões de combate.
O Hamás, por sua vez, denunciou um "crime atroz" e advertiu que a Cisjordânia, apesar do aumento das operações militares israelenses e dos ataques de colonos nas últimas semanas, continuará sendo um "berço de revolucionários".
"Fazemos um apelo às massas do nosso povo em Jenin e em toda a Cisjordânia para que intensifiquem todas as formas de resistência, desbaratem os cálculos de segurança da ocupação, enfrentem seus crimes e os ataques de suas bandas de colonos, e unam os esforços nacionais frente aos planos de assassinato, anexação e deslocamento", conclui o Hamás.