O Exército israelense informou nesta sexta-feira sobre a morte de Qais Bitawi, um dos principais dirigentes das milícias do Hamás implantadas no campo de refugiados de Jenin, após um ataque aéreo pouco frequente realizado sobre esta localidade da Cisjordânia.
Segundo um comunicado divulgado em sua página na web, as Forças Armadas de Israel detalharam que o bombardeio contra o veículo em que Bitawi estava provocou também a morte de outras duas pessoas, igualmente integrantes das milícias do movimento islamista palestino.
Por sua parte, o Hamás se limitou até o momento a confirmar o falecimento de "três heróicos mártires" no ataque israelense, que ocorreu nas imediações de uma residência situada na zona de Harash al Saada.
A operação aérea é relativamente excepcional, dado que Israel costuma optar por incursões terrestres na Cisjordânia. Desde o início da guerra em Gaza, o Exército israelense executou cerca de uma centena de ataques aéreos neste território, dos quais apenas cinco foram realizados com aviões de combate.
Em qualquer caso, o Hamás denunciou um "crime atroz" e advertiu que a Cisjordânia, apesar do aumento das operações militares israelenses e dos ataques de colonos nas últimas semanas, continuará sendo um "berço de revolucionários".
"Fazemos um apelo às massas do nosso povo em Jenin e em toda a Cisjordânia para que intensifiquem todas as formas de resistência, desbaratem os cálculos de segurança da ocupação, enfrentem seus crimes e os ataques de suas bandas de colonos, e unam os esforços nacionais frente aos planos de assassinato, anexação e deslocamento", conclui o Hamás.