As autoridades chinesas denunciaram esta sexta-feira as Filipinas por "violar sua soberania" depois de detectar a incursão de três aeronaves militares filipinas no que Pequim considera seu espaço aéreo sobre águas em disputa do mar da China Meridional, um episódio que gerou preocupação no seio do Governo chinês.
O porta-voz do Comando do Teatro Sul (Força Aérea) do Exército da China, o coronel Li Jianjian, detalhou que os aparelhos identificados correspondem aos modelos 'Islander', 'C-208' e 'PA-31T', de acordo com as informações divulgadas pela cadeia de televisão chinesa CTCV.
O incidente foi registrado sobre o banco de areia de Scarborough, território reclamado tanto pela China quanto pelas Filipinas e que Pequim denomina ilha de Hyangyan. "Essas ações violam gravemente a soberania da China e podem conduzir a mal-entendidos e avaliações errôneas", manifestou Li, que em seguida instou Manila a que "ponha fim imediatamente às provocações".
Além disso, o porta-voz ressaltou que "as tropas desdobradas na zona de ação do Comando do Teatro Sul permanecem em estado de alerta e defenderão decididamente a soberania nacional da China", sublinhando que o Exército está preparado para responder a qualquer nova incursão.
A China reclama a maior parte das águas da área —também objeto de disputa com o Vietnã, Malásia e Brunei— ao considerar que fazem parte de seu território por estarem incluídas dentro da denominada "linha dos nove pontos" que figura nos mapas oficiais do gigante asiático. Tal demarcação, estabelecida por Pequim, abrange praticamente todo o mar da China Meridional e incorpora arquipélagos como as ilhas Paracelso e Spratly.
Nesse contexto, as relações entre a China e as Filipinas continuam marcadas pela tensão. Manila acusa Pequim de bloquear suas missões de reabastecimento de efetivos no que considera sua zona econômica exclusiva, enquanto o Governo chinês sustenta que os barcos filipinos navegam por essas águas de maneira ilegal.