O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, manifestou nesta segunda-feira que seu partido está "pronto" para participar de eventuais eleições no país. Em seguida, atacou a oposição, a qual acusa de agir de acordo com "como se sintam de ânimo, um dia chamam para eleições e no outro dia dizem (que) não se deve votar".
"Nós estamos prontos, sempre estivemos prontos. Agora, aqueles que hoje querem eleições, quando são chamados para eleições, dizem que não estão prontos ou que não vão participar porque, no fundo, eles não querem eleições. No fundo, eles não respeitam eleições", sustentou Cabello em uma coletiva de imprensa, onde acrescentou que os opositores "reconhecem quando ganham", mas "quando perdem não reconhecem ninguém".
Na mesma aparição, presumindo da "maioria esmagadora" com a qual, segundo ele, conta o PSUV, o também ministro do Poder Popular para Relações Interiores, Justiça e Paz insistiu que, dependendo de "como se sintam de ânimo" os adversários políticos, um dia "chamam para eleições" e no outro asseguram que "não se deve votar".
"Isso não é culpa nossa. Ali não há direção política", argumentou o dirigente chavista, que logo em seguida defendeu que sua formação é "muito respeitosa" das decisões que adota a "única" Assembleia Nacional que, ressaltou, existe na Venezuela: "a que preside Jorge Rodríguez, a eleita (...) em 2025, plena, vigente e instalada".
No final de sua intervenção, Cabello reiterou que "o dia que corresponder" o PSUV agirá "como um só bloco unido" e que "o dia que for", seu partido estará "pronto para ganhar" porque, enfatizou, não gostam "das medalhas de prata" mas sim "de ganhar".
Na semana passada, a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, também se referiu à celebração de umas eleições, assegurando que "haverá processo eleitoral" no país, embora pontuasse que será quando o processo estiver "preparado".
Em termos semelhantes se expressou o chefe da Casa Branca, Donald Trump, quando foi perguntado sobre a situação venezuelana. O mandatário americano apontou então que, por enquanto, não considerava que a Venezuela estivesse pronta para umas eleições, embora previu que estaria "em breve".