O Movimento de Resistência Islâmica (Hamás) reagiu nesta terça-feira ao anúncio do Reino Unido, Canadá e França de proibir o comércio com os assentamentos israelenses em território ocupado da Cisjordânia, qualificando-o como um passo "na direção certa", embora "insuficiente".
O movimento palestino fez referência ao anúncio realizado na segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, destacando especialmente "seu uso do termo 'limpeza étnica' para descrever os crimes cometidos pelos colonos" israelenses na Cisjordânia.
Segundo expressou seu porta-voz, Basem Naim, em declarações coletadas pelo diário 'Filastin', vinculado ao Hamás, ambas as decisões "são passos importantes na direção certa, mas insuficientes".
"O que é necessário para alcançar a estabilidade e a paz na Palestina e fora dela é a aplicação imediata das resoluções internacionais pertinentes e o julgamento dos criminosos de guerra de 'Israel', à semelhança dos tribunais nazistas de Nuremberg, na Alemanha", acrescentou Naim.
O chefe da diplomacia britânica também avançou que o Reino Unido imporá sanções a outro grupo de colonos extremistas responsáveis por episódios de violência contra comunidades palestinas, além de ampliar o alcance das atuais medidas por violações de Direitos Humanos para poder agir com maior rapidez e frear a expansão dos assentamentos.
O Governo de Andy Burham coordenou essas decisões com a França e o Canadá, que prevêem adotar iniciativas semelhantes para vetar a entrada de produtos provenientes de assentamentos considerados ilegais. Londres sublinhou que, com essa decisão, se alinha com Países Baixos, Irlanda, Bélgica, Espanha e Noruega, países que já aprovaram ou iniciaram o processo para bloquear o comércio com os territórios ocupados.