Lula reprocha a Trump que os impostos dos EUA ao Brasil não têm base sólida

Lula reprocha a Trump os aranceles dos EUA ao Brasil, defende que são infundados e reclama mais cooperação comercial e contra o crime organizado.

2 minutos

fotonoticia 20260821194205 1920

fotonoticia 20260821194205 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve nesta sexta-feira uma extensa conversa telefônica com o mandatário estadunidense, Donald Trump. Durante o diálogo, o dirigente brasileiro lhe transmitiu que as novas tarifas impostas por Washington ao seu país carecem de justificativa e que, em sua opinião, o prioritário é reforçar a cooperação bilateral para "preservar seus fortes vínculos comerciais".

Ao longo da conversa, que se prolongou durante uma hora e vinte minutos, Lula rejeitou uma por uma as acusações formuladas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para justificar as sanções contra o Brasil —entre elas a desmatamento, a corrupção ou o trabalho forçado— porque "são infundadas".

As denúncias do Escritório do Representante Comercial derivaram, a meados de julho, na aplicação de uma tarifa de 25% a "a maioria" das importações provenientes do Brasil. A Administração estadunidense vinculou essa medida aos motivos citados e ao que interpreta, em termos gerais, como uma ausência de "boa fé" por parte de Lula na hora de encarar as negociações comerciais.

Segundo o presidente brasileiro, esses gravames "afetam negativamente tanto ao Brasil quanto aos Estados Unidos", de modo que considera imprescindível impulsionar a colaboração com o objetivo de "preservar vínculos comerciais fortes". De acordo com o relato de Lula, Trump compartilhou essa visão durante a conversa.

No mesmo intercâmbio, Lula reiterou que o Brasil deseja aprofundar a cooperação "na luta contra o crime organizado". No entanto, pediu ao seu homólogo que não classifique as grandes facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital, como "grupos terroristas", tal como Washington fez com outros cartéis, ao sustentar que o Brasil "tem instrumentos para enfrentar essas organizações", por exemplo, mediante sua "asfixia financeira", sem que seja necessária "uma classificação especial para designá-las".

Ambos mandatários abordaram também as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, mostrando posturas coincidentes na necessidade de buscar "uma solução negociada". Em relação à guerra do Irã, Lula voltou a criticar a "inoperância do Conselho de Segurança da ONU" e, como já propôs em seu dia aos presidentes russo e chinês, Xi Jinping e Putin, propôs a celebração de uma reunião extraordinária para avançar em direção a um conselho mais representativo e inclusivo.

"Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos", concluiu Lula.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?