Omar González, coordenador estadual de Vente Venezuela no estado de Anzoátegui e um dos opositores que permaneciam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas, retornou à Venezuela após abandonar a legação diplomática em maio de 2025 graças a um salvoconduzido obtido com a mediação dos Estados Unidos.
"Após mais de um ano de cerco resistente na Embaixada da Argentina e mais de um ano no exílio, hoje volta a pisar sua terra nosso querido Omar González. Continuamos até que todos possam voltar", destacou o partido venezuelano em suas redes sociais.
O dirigente opositor, reconhecido jornalista e ex-governador do estado Bolívar entre 1989 e 1990, foi recebido por dezenas de seguidores no Aeroporto Internacional José Antonio Anzoátegui após sua chegada ao país.
González integrava o grupo que participou da campanha presidencial de 2024 da oposicionista María Corina Machado e que permaneceu mais de um ano em condição de asilo na Embaixada da Argentina em Caracas, junto a Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Humberto Villalobos, Claudia Macero e Fernando Martínez Mottola, que faleceu em fevereiro de 2025.
Os Estados Unidos anunciaram uma "operação de resgate" para facilitar a saída dos opositores da sede diplomática. "Após uma operação precisa, todos os reféns se encontram agora a salvo em solo americano. O regime ilegítimo de Maduro tem minado as instituições da Venezuela, violado os Direitos Humanos e colocado em perigo nossa segurança regional", afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio.