A ministra de Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, comunicou no Congresso uma ampliação dos fundos destinados à atenção humanitária em Ceuta, que alcançará os 44,5 milhões de euros para enfrentar a situação excepcional na cidade autônoma.
"Propusemos uma ampliação de crédito que eleva o valor máximo até os 44,51 milhões de euros. Essa ampliação responde à necessidade de reforçar essa capacidade de resposta da Administração diante da situação extraordinária na cidade autônoma de Ceuta", assegurou Saiz durante sua intervenção.
A responsável pela Inclusão compareceu diante da Comissão de Trabalho, Economia Social, Inclusão, Segurança Social e Migrações do Congresso dos Deputados para detalhar a atuação do Governo após a entrada massiva de migrantes em Ceuta no dia 30 de julho e explicar as medidas adotadas desde então.
Em sua intervenção, Saiz recordou que, com o fim de manter e reforçar essa resposta humanitária extraordinária, o Ministério aprovou no dia 3 de agosto uma declaração de emergência inicial por mais de seis milhões de euros, que agora se vê ampliada com este novo crédito.
Ao mesmo tempo, precisou que seu departamento está trabalhando para que os gastos gerados por esta crise possam ser cobertos pelos instrumentos extraordinários de apoio da União Europeia, especialmente através das ajudas financeiras de emergência vinculadas à migração e ao asilo.
"Quero insistir neste ponto porque, ao contrário do que foi divulgado nas últimas semanas, o Governo da Espanha solicitou esta ajuda à Europa desde o primeiro momento", sublinhou a ministra, reivindicando a gestão realizada diante das instituições comunitárias.
Distribuição de kits e assistência sanitária em Ceuta
No que diz respeito ao desdobramento no terreno, Saiz detalhou que, por meio do dispositivo coordenado com a Cruz Vermelha, até a data de 27 de agosto foram distribuídos 93.650 kits de alimentação entre a praia do Trampolim e outros pontos da cidade, além de 1.396 kits de higiene feminina e 2.150 masculina.
A ministra acrescentou que esta organização realizou 6.687 atendimentos sanitários em diferentes áreas de Ceuta, assim como 256 transferências para hospitais e centros de saúde, dentro da operação de resposta humanitária.
Saiz colocou em valor o papel da Cruz Vermelha na cidade autónoma, a qual qualificou como "absolutamente imprescindível" do ponto de vista humanitário. Assim, reclamou que seu trabalho possa continuar a ser desenvolvido "com todas as garantias de segurança e a normalidade mais absoluta".
"A Cruz Vermelha é constituída em grande medida por pessoas voluntárias que dedicam seu tempo e seu esforço a prestar apoio e atenção humanitária àqueles que mais precisam. Não podemos consentir que aqueles que realizam este trabalho sejam expostos, ameaçados ou intimidados pelo simples fato de exercer seu compromisso solidário", expôs a ministra sobre o trabalho da ONG, que "tem sido dificultado nestes dias".