Robles defende que o CNI atuou antes da crise migratória em Ceuta e informou a Delegação do Governo

Margarita Robles reivindica no Congresso que o CNI e os militares alertaram e agiram antes da crise migratória massiva em Ceuta.

2 minutos

fotonoticia 20260825132107 1920

fotonoticia 20260825132107 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

A ministra da Defesa, Margarita Robles, insistiu no Congresso que os serviços de informação militares, entre eles os agentes do Centro Nacional de Inteligência (CNI), cumpriram suas funções nos dias anteriores à entrada maciça de migrantes em Ceuta e transmitiram seus avisos tanto às Forças e Corpos de Segurança quanto à Delegação do Governo. No entanto, ela se negou a oferecer dados adicionais ao se amparar no fato de que o dever de sigilo é "uma laje".

Durante sua comparecência perante a Comissão de Defesa, Robles expressou seu reconhecimento ao trabalho das Forças Armadas naquela crise migratória do final de julho e destacou de forma particular a atuação do Centro de Inteligência das Forças Armadas (CIFAS) e do próprio CNI, cuja eficácia foi questionada após a chegada maciça de migrantes. Naqueles dias, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou em coletiva de imprensa que ninguém havia alertado sobre uma entrada de migrantes da magnitude da registrada em Ceuta no final de julho.

A responsável pela Defesa, no entanto, sustenta que os serviços de inteligência cumpriram adequadamente com sua missão, incluindo os 25 agentes do CNI destacados na área, cuja atividade está amparada pelo dever de sigilo, "que é uma garantia para sua atuação", embora, como admitiu, em muitas ocasiões "opera como uma laje ao impedir que se possa dar publicidade às atuações que realizam".

Robles detalhou que esses efetivos "prestam seus serviços e desenvolvem sua missão em Ceuta, monitorando diariamente a situação na área sob múltiplas perspectivas: relações com os países fronteiriços, a situação geopolítica na ala sul, a atuação das máfias organizadas, a utilização por estas das redes, o aumento e incremento do terrorismo jihadista e obviamente o desenvolvimento da migração irregular, atendendo a situação dos países vizinhos, do Sahel, assim como aquelas atuações desestabilizadoras por meio de ameaças híbridas realizadas por agentes internacionais".

A ministra sublinhou ainda que, naqueles dias de tensão, os militares "realizaram a tarefa que competencialmente lhes era e é exigível e que compartilharam e analisaram com as Forças de Segurança do Estado e com o pessoal da Delegação do Governo", ressaltando que houve coordenação constante entre Defesa, Interior e a representação do Governo em Ceuta.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?