O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, voltou a sublinhar esta terça-feira que "não houve nenhum relatório" que permitisse prever que no dia 30 de julho ocorreria uma entrada massiva de migrantes como a registrada na cidade autônoma.
Suas declarações chegam depois que a ministra da Defesa, Margarita Robles, tenha manifestado esta mesma manhã na Comissão de Defesa do Congresso que o CNI sim transferiu informações às Forças e Corpos de Segurança e à Delegação do Governo nos dias anteriores à entrada massiva.
Questionado na coletiva de imprensa posterior ao Conselho de Ministros sobre se mantém sua posição após as palavras de Robles, Grande-Marlaska indicou que não teve conhecimento de "nenhum aviso que alertasse sobre uma entrada dessas dimensões". Ao mesmo tempo, precisou que ambas as versões podem resultar compatíveis se se diferenciar entre o acompanhamento ordinário da situação e a existência de um aviso concreto que antecipasse um episódio massivo como o que finalmente ocorreu.