O Governo reclama evitar conjecturas até conhecer o relatório que aponta para Marrocos pela crise migratória em Ceuta

Torres pede para esperar o relatório policial sobre a entrada massiva de migrantes em Ceuta antes de tirar conclusões e aponta para possíveis responsabilidades.

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O ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, insistiu que não se façam "conjeturas" sobre o relatório policial que apontaria para uma possível implicação de Marrocos na entrada massiva de migrantes registrada no final de julho em Ceuta, até que se conheçam com precisão todos os extremos do documento.

Em uma entrevista na "RNE", coletada pela Europa Press, Torres destacou que o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, reagiu de forma "imediata" assim que teve notícia pela imprensa da existência desse relatório, solicitando ao diretor-geral da Polícia, Francisco Pardo, que lhe detalhasse o conteúdo do escrito que o Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (CENIF) teria enviado à juíza da Audiência Nacional, María Tardón, responsável pela investigação dos fatos.

O titular da Política Territorial ressaltou que, por enquanto, desconhece-se "se é um relatório particular de um agente, se esse relatório foi requerido por quem, e portanto neste momento estamos na expectativa de que tudo se esclareça, porque é o que também merece a cidadania". Por isso, ele enfatizou que "se queremos falar com rigor, indubitavelmente temos que ter esse relatório sobre a mesa".

Questionado se, no caso de se confirmar o que foi adiantado por "El Español" sobre agentes marroquinos que teriam orquestrado a entrada de mais de 70.000 migrantes em Ceuta, o Executivo adotaria medidas, Torres reiterou que "falar agora sobre isso é fazer conjeturas". "Vamos esperar que esse relatório seja disponibilizado e então, com absoluta transparência, todos saberemos o que diz esse relatório", afirmou.

Em relação à possibilidade de exigir explicações a Marrocos, o ministro sustentou que, se o relatório ratificar o publicado, "logicamente haveria uma responsabilidade, e o Governo espanhol nunca a desdenhou, pelo contrário, foi absolutamente claro", lembrando que o Executivo defendeu de forma firme a espanholidade de Ceuta e Melilla frente às reivindicações apresentadas por ministros marroquinos.

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