A Junta pede mudanças nas políticas de emprego para reforçar a contratação no campo andaluz

A Junta da Andaluzia reclama ao Governo reformas laborais para enfrentar a falta de mão de obra no campo e garantir a substituição geracional.

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A delegada de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural da Junta de Andaluzia em Córdoba, Raquel López, manifestou nesta sexta-feira que compartilha "a preocupação do setor vitivinícola da Denominação de Origem Montilla-Moriles diante das dificuldades para encontrar mão de obra suficiente para enfrentar" a colheita deste ano, uma realidade que "afeta de forma generalizada o conjunto do setor agrário andaluz", pelo que instou o Governo central a impulsionar políticas de emprego que favoreçam a incorporação ao mercado de trabalho agrário.

Em declarações à Europa Press, López indicou que é consciente de que "a falta de mão de obra está sendo um problema cada vez mais generalizado no campo" e que na Junta são "conscientes das dificuldades que nossos agricultores estão tendo para encontrar trabalhadores".

A responsável provincial assinalou que "a falta de trabalhadores constitui um problema de caráter estrutural que transcende o âmbito andaluz" e recordou como o conselheiro de Agricultura, Ramón Fernández-Pacheco, "defendeu a necessidade de abrir um debate sobre as causas desta realidade e as medidas necessárias para favorecer a incorporação ao mercado de trabalho".

Nesta linha, ressaltou que "as principais competências em matéria de legislação laboral e prestações por desemprego correspondem ao Governo da Espanha", reclamando "reformas que contribuam para incentivar o emprego e a contratação". A seu ver, "boa parte deste problema de falta de mão de obra reside nas políticas de emprego, que são competência do Estado. São políticas que devem fomentar mais o emprego do que o desemprego. Por isso, pedimos em distintas ocasiões reformas da legislação de emprego que permitam corrigir esta situação", afirmou.

Além disso, apontou que "é importante que cada administração assuma sua responsabilidade" e sublinhou que desde a Junta de Andaluzia continuarão "trabalhando em nossas competências, mas também reclamando ao Governo da Espanha as reformas necessárias para que as políticas de emprego sejam realmente um incentivo para trabalhar".

Medidas para atrair os jovens ao campo

A delegada de Agricultura explicou que, no âmbito de suas competências, a Junta da Andaluzia "continua impulsionando medidas destinadas a melhorar a rentabilidade e competitividade das explorações agrícolas, com o objetivo de tornar mais atraente o desenvolvimento profissional no campo e garantir a sucessão geracional".

Neste contexto, destacou que a Consejería de Agricultura mantém entre suas linhas prioritárias "o apoio à incorporação de jovens agricultores e pecuaristas" e, com esse fim, mobilizou "130 milhões de euros em ajudas destinadas a facilitar o acesso de novas gerações ao setor e favorecer o desenvolvimento de seus projetos empresariais".

"Desde a Junta --adicionou-- promovemos a incorporação dos jovens e, sobretudo, buscamos a rentabilidade das explorações, para que trabalhar no campo seja atraente. Se queremos que haja futuro em nossos povos e que as novas gerações vejam a agricultura como uma oportunidade profissional, temos que conseguir que as explorações sejam rentáveis e que o campo seja uma atividade atraente".

Formação, inovação e talento para um campo competitivo

Raquel López ressaltou que a Consejería de Agricultura também está "apostando na formação, na inovação e na atração de talento como ferramentas-chave para fortalecer o setor agroalimentar andaluz e responder aos desafios atuais das explorações agrícolas, entre eles a disponibilidade de mão de obra qualificada".

Segundo defendeu, "temos que conseguir um campo mais competitivo, moderno e rentável, capaz de gerar emprego e oportunidades. A formação, a inovação e a incorporação de jovens são fundamentais para garantir o futuro da nossa agricultura", defendeu López, que reiterou que "a falta de trabalhadores exige uma resposta conjunta por parte das distintas administrações e agentes envolvidos. Compartilhamos a preocupação do setor e estamos ao seu lado".

Para concluir, assegurou que "a Junta vai continuar fazendo tudo aquilo que está dentro de suas competências para fortalecer nosso campo, melhorar a rentabilidade das explorações e favorecer a sucessão geracional. Mas também acreditamos que é necessário abordar de uma vez o debate sobre as políticas de emprego e conseguir que trabalhar sempre seja uma opção atraente", concluiu.

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