União Rural Asturiana (URA) divulgou nesta quinta-feira um comunicado no qual insta as diferentes organizações profissionais a fechar fileiras diante da "grave situação" que atravessa o campo asturiano e abre a porta para convocar mobilizações. A entidade agrária enumera como principais fatores de tensão a seca, o aumento contínuo dos custos de produção, a queda dos preços que recebem os pecuaristas e os "atrasos e bloqueios" que atribuem à Consejería de Meio Rural.
Desde a URA sublinham que seu apelo não implica uma convocação imediata de protestos, mas sim um aviso ao conjunto do setor para debater de forma conjunta os seguintes passos. "Queremos deixar claro que não estamos anunciando neste momento uma mobilização concreta. O que fazemos é propor essa possibilidade ao conjunto do setor para que seja avaliada em conjunto. Acreditamos que chegou o momento de conversar entre nós, buscar pontos de encontro e estudar que ações podemos realizar se a Administração mantiver sua atual atitude", explicaram da URA.
No mesmo texto, a organização insiste que a prioridade passa por abrir um canal efetivo de negociação com o Principado. "Queremos diálogo, queremos respostas e queremos medidas. Mas também queremos deixar claro que o setor não pode continuar esperando indefinidamente", acrescentam, ao mesmo tempo que reclamam uma reação imediata da Administração autonômica.
URA adverte que, se não houver avanços em um curto prazo, o setor pode passar à ação. A organização coloca em cima da mesa a possibilidade de iniciar mobilizações em um curto período de tempo "se a Administração continuar sem responder, sem adotar medidas e, especialmente, sem se sentar para conversar com o setor".