O Governo expressou esta sexta-feira a sua compreensão perante a "desesperação" que vivem os ceutianos, mas apelou à tranquilidade, à prudência e à responsabilidade "para que não se produzam situações que se possam lamentar" perante a "incapacidade" que atribui ao Governo central na gestão da crise.
O porta-voz do Executivo autonómico, Antoni Costa, reiterou o apoio do Governo balear à população de Ceuta e ao seu presidente, Juan Jesús Vivas, de quem sublinhou que está "na linha de frente".
Também valorizou o trabalho que estão a realizar o exército e os Corpos e Forças de Segurança do Estado no terreno, apesar de, na sua opinião, o fazerem em "condições lamentáveis".
Costa defendeu que a crise em Ceuta constitui uma "situação de invasão", lembrando que em apenas um dia o número de pessoas presentes na cidade autónoma duplicou.
"Vemos ministros que não se entendem ou que mentem, vemos um presidente que deveria estar na linha de frente e foi de férias, vemos que a integridade da Espanha se transformou numa crise sanitária e de segurança", assinalou o porta-voz.
Nesta linha, ele reprochou ao Executivo central a sua "incapacidade" e "inoperância" por "não travar uma violação da integridade da Espanha" e por, segundo disse, "chegar tarde" na hora de enfrentar a situação em Ceuta.
O Governo qualificou de "lamentável" que a um Estado "sério e rigoroso", em referência à Espanha, "tenha passado por cima uma situação como esta".
Em relação às protestas convocadas em diferentes pontos do país para o dia 2 de setembro, Costa indicou que o Governo "compartilha as reivindicações" dessas manifestações.