Uma associação ambiental denunciou à Guarda Civil a morte do animal e sustenta que foi retirado vivo da água e agredido. As imagens divulgadas nas redes não permitem confirmar por si só como morreu o cetáceo e o caso está sendo investigado.
As imagens de um grupo de migrantes portando uma cria de golfinho na praia do Trampolín, em Ceuta, provocaram indignação e numerosos comentários nas redes sociais durante as últimas horas. O episódio terminou ainda com uma denúncia à Guarda Civil para esclarecer a morte do animal.
🚩 A imagem foi gravada nesta quarta-feira, percebe-se que alguns imigrantes estão com uma cria de golfinho que, apontam, já estaria morta. Não sabem qual foi seu destino#Ceuta #FronteraSur #Imigração pic.twitter.com/je0yzlQgAT
— El Faro de Ceuta (@ElFarodeCeuta) 3 de setembro de 2026
O vídeo, gravado nesta quarta-feira na praia ceutiana, mostra várias pessoas ao redor do cetáceo e posteriormente o trasladando para fora da água. As imagens são atuais e correspondem à praia do Trampolín, segundo pôde verificar Newtral.
A gravação não permite determinar por si só se o animal estava vivo quando foi recolhido nem qual foi a causa de sua morte. No próprio vídeo, quando a pessoa que está gravando pergunta quem matou o golfinho, alguns dos migrantes respondem em francês que "estava morto".
Uma associação denuncia os fatos à Guarda Civil
A polêmica deu o salto das redes sociais para a Guarda Civil. A Associação para a Defesa da Arborização Urbana, da Biodiversidade e do Meio Ambiente (DAUBMA) apresentou nesta sexta-feira uma denúncia formal pelo que aconteceu e solicitou que se abram diligências para determinar como morreu o cetáceo.
A versão que mantém a organização é mais grave do que o que pode ser comprovado unicamente no vídeo viral. A DAUBMA assegura ter coletado fotografias, vídeos e capturas de redes sociais que, segundo sua denúncia, mostrariam que a cria chegou viva e desorientada até a beira, foi retirada da água e posteriormente agredida na cabeça.
A associação entregou esse material à Guarda Civil e reclama a identificação dos possíveis responsáveis, um relatório dos órgãos competentes e que as atuações sejam remetidas à Procuradoria do Meio Ambiente.
Esta versão deverá ser esclarecida pelos investigadores. As imagens que se tornaram virais e que mostram o grupo carregando o animal não acreditam por si mesmas que os migrantes causaram sua morte. Fontes de segurança consultadas pela Newtral confirmaram que está sendo investigada a morte do cetáceo.
As imagens se tornam virais
O vídeo começou a circular nesta quinta-feira por plataformas como X, Instagram, Facebook, TikTok e Threads, acompanhado em alguns casos de mensagens que atribuem diretamente a morte do animal às pessoas que aparecem nas imagens.
A difusão gerou uma onda de críticas e indignação nas redes e também provocou apelos para identificar os implicados. O episódio ocorre enquanto Ceuta continua gerenciando as consequências da entrada maciça de migrantes registrada no final de julho.
O caso agora fica pendente da investigação sobre o que ocorreu antes das imagens divulgadas, em que estado se encontrava a cria quando chegou à praia e qual foi a causa de sua morte.