O PP se recusa a opinar sobre o escrito da defesa de Mazón por serem questões já tão faladas.

O PP mantém-se em silêncio sobre o escrito da defesa de Mazón pela gestão da dana, enquanto o PSPV exige que renuncie ao seu foro privilegiado.

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O síndico do PP nas Corts, Nando Pastor, recusou-se a pronunciar-se sobre o escrito que a defesa do 'expresident' da Generalitat Carlos Mazón enviou à juíza de Catarroja que instrui o caso sobre a gestão da dana de 29 de outubro de 2024, ao considerar que se trata de "questões já tão faladas" tanto naquele momento como durante os últimos meses. "Não vamos fazer isso, nunca fizemos e nunca vamos fazer", destacou.

Pastor expressou-se assim perante os meios este quarta-feira, um dia depois de Mazón, através de sua representação legal, apresentar um escrito perante o tribunal de Catarroja que investiga a gestão da dana, no qual solicita que se esclareça se há aberta alguma linha de investigação, ou pendente de ser iniciada, sobre uma possível responsabilidade penal por sua atuação "com expressão suficiente de seu conteúdo fático", com o fim de conhecer e propor as provas de defesa que considerar oportunas. Caso não exista "nenhum outro fato, ação, indício ou linha de investigação", pede que essa circunstância seja registrada de forma expressa.

Nesse mesmo documento, a defesa de Mazón levanta que a questão a resolver neste procedimento é se pode sustentar-se "com o grau de certeza exigível em Direito penal", que as vítimas da dana --identificando cada uma das pessoas falecidas-- não teriam perdido a vida se tivessem recebido "alguns minutos antes a mesma mensagem que foi enviada às 20h11 recomendando evitar deslocamentos".

Desde o PSPV, o síndico José Muñoz pediu a Mazón que renuncie ao seu foro e compareça de forma voluntária perante a juíza de Catarroja que analisa a gestão da dana para dizer "toda a verdade". Além disso, pediu que entregue seu registro de chamadas e exigiu ao líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, e ao 'president' da Generalitat, Juanfran Pérez Llorca, que o "obriguem a renunciar" e o "expulsem" do PP e do Grupo Parlamentar Popular.

Questionado sobre essas demandas, o 'popular' Nando Pastor insistiu que não vai entrar a avaliar "questões já tão faladas" e reiterou que se limita a "lembrar de onde nunca nos saímos" desde o PP: "E é que se não comentamos qualquer decisão judicial, nem mesmo as sentenças, pois imaginem como vamos comentar questões já de parte e escritos de parte".

Nesta linha, argumentou que, se o PP tivesse que se pronunciar sobre todos os escritos de parte, "como pode ter sido de Mónica Oltra, do irmão e da mulher do presidente do Governo, de todos os escritos de parte de todos os casos de corrupção e de problemas judiciais que o Partido Socialista tem... pois não faríamos outra coisa aqui".

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