O Grupo Popular na Assembleia da Extremadura apresentou uma proposta de pronunciamento para seu debate no Parlamento autonômico, através da qual reprovará ao Executivo central sua "negligência de funções" após a "invasão" em Ceuta e exigirá "firmeza" e ações concretas para restabelecer a "normalidade" nesse território.
Por meio desta iniciativa, o PP também expressa "todo" seu "apoio" a Ceuta e valoriza a "coragem" e "temperança" do presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas, a quem considera que está "dando uma lição de política e defesa de sua cidade frente à negligência de funções do Governo da Espanha", após "uma invasão, não uma crise humanitária" registrada há mais de um mês.
Segundo explicou esta quarta-feira em coletiva de imprensa, após a Junta de Porta-vozes da Assembleia, o porta-voz parlamentar do PP, José Ángel Sánchez Juliá, a proposta insta o Governo da Espanha a oferecer "uma resposta já para garantir a segurança" e a que se exija a Marrocos que "cumpra seus compromissos".
Neste sentido, ressaltou que "Ceuta precisa se sentir apoiada pela Espanha" e que o Executivo central "esteja à altura", algo que, em sua opinião, "ainda não demonstrou" na que considera a "maior crise institucional que o país já viveu". "Faltou ao Governo previsão, firmeza", enfatizou.
Além disso, Sánchez Juliá indicou que representantes do PP na Extremadura participarão das concentrações convocadas esta tarde em diferentes localidades da região, junto a "todos os espanhóis que queiram apoiar Ceuta"; mobilizações promovidas pela FEMP e das quais, lamentou, "o PSOE quer se apagar".
Na esteira disso, o porta-voz 'popular' censurou que "o PSOE da Extremadura demonstrou mais uma vez que prefere apoiar o sanchismo antes que uma causa justa em defesa do povo de Ceuta"; e reiterou que aqueles que pretendem interpretar a convocação como "confrontação" é porque, em sua opinião, "não têm a consciência tranquila".
Para concluir, Sánchez Juliá qualificou de "pouca vergonha" que o PSOE acuse de "instigadores" os presidentes autonômicos do PP, ao sustentar que "os instigadores desta invasão estão fora das fronteiras do país, mas quem o permitiu está sentado em La Moncloa, que está mais preocupado em atacar o Rei do que em pedir explicações ao Governo de Marrocos, que são os verdadeiros responsáveis por esta invasão".