Facua leva a ING perante o Consumo por cortar sua oferta em 10% em compras com cartão de crédito

Facua denuncia a ING ante Consumo por encurtar uma promoção de 10% em compras com cartão que, segundo a associação, deve ser respeitada em seus termos iniciais.

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Facua apresentou uma denúncia contra ING junto ao Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 ao considerar que a entidade não respeitou uma campanha comercial enviada no dia 10 de agosto por e-mail a seus clientes. Na referida mensagem, o banco indicava que se realizassem compras com cartão de crédito por valores "iguais ou superiores a 100 euros", reembolsaria 10%, com um limite de 60 euros, conforme detalhou a organização em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.

No primeiro e-mail, ING detalhava as condições da promoção e colocava como exemplo que, diante de um gasto de 500 euros, devolveria 50 euros. Também se especificava que o crédito seria realizado no dia 5 de setembro e que a oferta permaneceria ativa até o dia 28 de agosto.

Pouco depois, a entidade enviou uma segunda comunicação na qual reconhecia uma "incidência operacional no envio" da primeira mensagem e sustentava que a promoção "não estava ativa". Após essa mudança de critério, Facua enviou um escrito ao banco alertando que, se não respeitasse as condições anunciadas, apresentaria uma denúncia junto ao Ministério do Consumo.

Finalmente, no dia 31 de agosto, ING voltou a se dirigir a seus clientes para informar que sim aplicaria a promoção, mas restringindo sua vigência até o dia 14 de agosto em vez do dia 28 de agosto inicialmente comunicado. Dessa forma, a oferta ficava limitada a apenas quatro dias.

Facua sustenta que o banco está obrigado a manter as condições da oferta comercial enviada no dia 10 de agosto, incluindo sua duração até o dia 28 de agosto, e que não pode modificá-las de forma unilateral em prejuízo dos consumidores que receberam o e-mail e puderam confiar legitimamente nele.

No plano jurídico, a associação se ampara no artigo 61 do Real Decreto Legislativo 1/2007, de 16 de novembro, que estabelece que "o conteúdo da oferta, promoção ou publicidade, as prestações próprias de cada bem ou serviço, as condições jurídicas ou econômicas e garantias oferecidas serão exigíveis pelos consumidores e usuários, mesmo que não figurem expressamente no contrato celebrado ou no documento ou comprovante recebido e deverão ser levadas em conta na determinação do princípio de conformidade com o contrato".

Ao mesmo tempo, a Facua sublinha que a entidade gerou em seus clientes uma expectativa de benefício econômico que deve atender. "Inclusive, pode ter provocado que muitos deles tenham realizado gastos superiores aos que tinham previstos induzidos pela oferta que receberam", apontam, e criticam que "uma suposta incidência técnica ou interna não pode se tornar automaticamente em uma via para que a empresa se desinteresse dos compromissos que comunicou a seus clientes".

Por tudo isso, a organização solicitou ao Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030 que inicie um processo sancionador contra o ING por vulnerar os direitos dos consumidores ao limitar a promoção até 14 de agosto e não mantê-la até 28, como constava no primeiro e-mail.

Além disso, a Facua anima os usuários que receberam a oferta a reclamar ao banco que a cumpra nos termos anunciados e lhes lembra que podem recorrer à associação para receber orientação sobre como defender seus direitos como consumidores.

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