O diretor geral da Red.es, Jesús Herrero, defendeu que a digitalização deve ser entendida como uma "política de Estado" frente aos discursos que alertam que a tecnologia pode tornar os cidadãos "menos livres" e favorecer o aparecimento de "Estados menos democráticos".
"Em todos esses discursos que nos falam que a tecnologia vem para nos tornar menos livres, vem para construir Estados menos democráticos, nós temos respostas claríssimas", assinalou esta segunda-feira Herrero durante a 40ª edição do 'Encontro da Economia Digital e das Telecomunicações' da Ametic, a patronal da indústria digital na Espanha. O evento se realiza em Santander, no âmbito dos cursos de verão da Universidade Internacional Menéndez Pelayo (UIMP).
O fórum congrega desde esta segunda-feira e até quarta-feira os principais agentes do ecossistema digital —Administrações Públicas, empresas, mundo acadêmico, conselhos profissionais, representantes sociais e sociedade civil— com o objetivo de debater como compatibilizar o avanço tecnológico com o bem-estar e favorecer um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
O máximo responsável da Red.es sublinhou que "a tecnologia tem que ser transparente e ética" e que aqueles que a impulsionam "têm que responder pessoalmente como faz qualquer outro setor da economia".
Ele também enfatizou a importância de analisar os efeitos secundários "com evidência e não com impressões" e de "fechar ativamente as lacunas que a tecnologia também está produzindo".
SERVIÇOS PÚBLICOS
O diretor da Red.es destacou que é preciso "replantear os serviços públicos" para que a cidadania possa dispor "as 24 horas do dia, seu município em casa".
Ao mesmo tempo, apontou que as empresas demandam "a cada dia estar na vanguarda" e avaliou que "começar o curso nos colocando deveres e ouvindo a indústria" é uma demonstração de que a Espanha é "um Estado forte, um Estado robusto".
Herrero acrescentou que este Estado concebe "a economia como motor de transformação da sociedade que tem a honra de representar".
NOVOS DESAFIOS
Desde a Red.es foram apontados como desafios prioritários o desenvolvimento do mercado de dados, o reforço da cibersegurança e o impulso para que a Espanha seja "um país com empresas inovadoras".
"A Red.es vai continuar enfrentando com solvência a tarefa de reforçar a capacidade do país de assumir os novos desafios", afirmou.
Por último, reconheceu o trabalho da equipe do Red.es e garantiu que a entidade continuará trabalhando "com paixão, com afinco, com profissionalismo", com o objetivo de que "o setor tecnológico espanhol continue trazendo alegrias à economia e a um país que as necessita".