A filial espanhola da Rheinmetall, Rheinmetall Expal Munitions, obteve um contrato do Ministério da Defesa próximo a 4,4 milhões de euros para fornecer sistemas de drones destinados ao morteiro embarcado Eimos, de acordo com a informação publicada esta sexta-feira no Boletim Oficial do Estado (BOE).
Em detalhe, a Chefia de Assuntos Econômicos do Comando de Apoio Logístico do Exército de Terra adjudicou à companhia alemã de defesa um contrato por um valor exato de 4.395.320 euros. O objeto é a compra de sistemas de aeronaves pilotadas de forma remota (RPAS, por suas siglas em inglês) para integrá-los no morteiro embarcado Eimos.
A proposta apresentada pela Rheinmetall foi a única cursada neste procedimento, e a data de adjudicação fixada na documentação oficial é 26 de junho de 2026.
O anúncio, remetido em 25 de agosto do mesmo ano e assinado pelo chefe de Assuntos Econômicos do Comando de Apoio Logístico do Exército, Joaquín Javier González del Castillo, faz referência à formalização de um acordo quadro.
Segundo detalha o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial, o RPAS inclui a aeronave, a estação de controle em terra e o sistema de enlace de comunicações.
Quanto ao Eimos ("Expal Integrated Mortar System"), trata-se de um morteiro embarcado de 81 mm montado sobre uma plataforma de alta mobilidade Vamtac ST5, preparado para operações terrestres de grande mobilidade e para desembarques. Este sistema possibilita uma entrada rápida em posição e a retirada imediata após efetuar o fogo, uma tática conhecida como "shoot and scout".
"Os sistemas de morteiro sobre veículos são necessários tanto em cenários de conflitos convencionais como naqueles assimétricos que ocorrem nas operações em que atualmente estão presentes as Forças Armadas espanholas", informa o Exército de Terra.
A Rheinmetall Expal Munitions registrou em 2025 um benefício líquido de 245 milhões de euros, o que representa um incremento interanual de 18%, e alcançou uma faturação recorde de 716,7 milhões, 12% superior.
Da mesma forma, o resultado de exploração (Ebit) ascendeu a 317,1 milhões, 17,8% mais do que no exercício precedente, enquanto a carteira de pedidos situou-se em 1.725 milhões e a razão de pedidos sobre vendas ("order to book ratio") foi de 2,4.