UGT exige uma revisão imediata do SMI após o novo aumento da inflação

UGT exige revisar de forma imediata o SMI e acelerar o VI AENC para blindar o poder aquisitivo diante do forte aumento da inflação.

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UGT reclama uma revisão "imediata" do Salário Mínimo Interprofissional (SMI) diante do recente aumento da inflação, em aplicação da cláusula prevista no artigo 27 do Estatuto dos Trabalhadores, que contempla a possibilidade de atualizar o SMI a cada seis meses quando a evolução dos preços se afasta das previsões iniciais.

O sindicato sublinha que o aumento de 4,3% do IPC em agosto, a taxa mais elevada em mais de três anos, constitui um dado "muito preocupante", pelo que considera "imprescindível" reforçar os mecanismos de salvaguarda do poder aquisitivo, entre eles as cláusulas de garantia salarial, desenhadas para compensar possíveis desvios da inflação.

Neste contexto, a organização sindical demanda a convocação "imediata" da mesa de diálogo social com o fim de atualizar o SMI e evitar que os trabalhadores com salários mais baixos "voltem a perder poder aquisitivo." "Não há nenhuma razão para atrasar uma decisão que é necessária para proteger as condições de vida" dos trabalhadores, aponta o sindicato.

UGT insiste ainda que a negociação do VI AENC deve ser iniciada de forma urgente para assegurar um caminho de crescimento salarial que permita manter o poder de compra dos trabalhadores e ajude a reduzir as disparidades salariais entre os diferentes setores de atividade.

Com este objetivo, UGT propõe um aumento salarial mínimo de 4% anual para o período 2026-2028, ao qual se acrescentariam aumentos adicionais de 1%, 2% ou 3% em função da distância existente entre o salário médio do convênio e o salário médio do conjunto do país.

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