O Exército da Colômbia informou sobre a captura em Bogotá do coronel Carlos Didier Pérez Amorocho, em cumprimento a uma ordem da Fiscalia, por sua suposta relação com organizações armadas ilegais, entre elas a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e facções dissidentes das antigas FARC, em atividades vinculadas ao narcotráfico e terrorismo.
De acordo com os relatórios de contrainteligência, os fatos sob investigação teriam ocorrido entre os anos 2019 e 2020, e novamente entre 2024 e 2025. Nesse contexto, as autoridades tentam esclarecer se nesses períodos o oficial do Exército teria recebido pagamentos dessas estruturas armadas em troca de facilitar informações sensíveis ou outras ações que pudessem beneficiá-los.
As investigações apontam que Pérez Amorocho teria mantido comunicação com membros do Frente de Guerra Oriental do ELN no departamento de Arauca, assim como com redes associadas à Segunda Marquetalia, uma das dissidências das FARC, com presença na região de Nariño.
A Fiscalia lhe atribui supostos delitos de associação para delinquir com fins de narcotráfico e terrorismo, coação própria e tráfico e posse de armas, munições e explosivos de uso restrito e de uso privativo das Forças Armadas.