Caracas apresenta como sucesso diplomático a presença de Rodríguez na Assembleia Geral da ONU

Diosdado Cabello apresenta a intervenção de Delcy Rodríguez na Assembleia Geral da ONU como um triunfo da diplomacia de paz venezuelana.

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O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, qualificou como um marco para a diplomacia do país a participação da presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, no debate de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado em Nova York.

Cabello apoiou a presença de Rodríguez na reunião e rebateu as críticas surgidas pela convite feito à mandatária venezuelana, sublinhando que a Venezuela voltará a contar com representação na plenária da ONU através de sua atual chefe de Estado.

"Há gente que anda magoada porque convidaram a presidenta da Venezuela. A quem vão convidar?", disparou Cabello em coletiva de imprensa, atribuindo as objeções a setores que, segundo ele, mantêm uma postura de confronto em relação ao país. Nesse sentido, atacou aqueles que não reconhecem a legitimidade dessa presença, assegurando que padecem de um problema que ele qualificou de "psiquiátrico" e vinculado à "amargura".

Para o dirigente chavista, a intervenção de Rodríguez representa, sobretudo, uma prova dos resultados da política externa impulsionada de Caracas. "A República Bolivariana da Venezuela estará presente na Assembleia Geral das Nações Unidas", reiterou, enquadrando esse fato como "o triunfo da diplomacia de paz" venezuelana.

Cabello acrescentou que essa comparecimento ganha ainda mais peso pelo contexto político que atravessa o país. "Apesar de tudo, lá estaremos presentes", afirmou, aludindo aos desejos de atores que, em suas palavras, "odeiam este país" e frente aos quais o Executivo venezuelano assegura se firmar.

MÁS DE 50 REUNIONES PROGRAMADAS

O representante do PSUV também destacou o interesse que, segundo indicou, mostram representantes de outros Estados em manter encontros com a presidenta venezuelana, e sustentou que Rodríguez tinha uma agenda fechada de mais de meio centenar de reuniões com chefes de Estado antes de partir rumo aos Estados Unidos.

"Estaremos acompanhando o discurso da nossa presidenta, tinha mais de 50 reuniões antes de sair, de chefes de Estado que queriam se reunir com ela. Imaginem a importância de estar lá, gente de diferentes países que quer conversar", assinalou.

Cabello relacionou essa intensa agenda exterior com o processo de normalização dos vínculos da Venezuela com diversos Governos e mencionou de forma específica os casos do Paraguai, Chile e Reino Unido.

O deslocamento de Rodríguez para os Estados Unidos ocorreu de madrugada para intervir no Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas. Está previsto que a mandatária exponha seu discurso esta quinta-feira diante do plenário do organismo internacional.

A visita ocorre, além disso, em um momento de aproximação entre Caracas e Washington. Segundo as informações divulgadas pelo Governo americano e coletadas pela imprensa venezuelana, o presidente Donald Trump estaria considerando manter um breve encontro informal com Rodríguez esta terça-feira, à margem da agenda oficial da Assembleia Geral.

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