As autoridades chinesas negaram nesta quinta-feira qualquer implicação nas atividades de grupos de hackers que, segundo Washington, teriam lançado ciberataques contra a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA), o Federal Reserve (Fed), o Senado e diversas agências do Governo dos Estados Unidos. Diante dessas acusações, Pequim instou a Casa Branca a enfrentar esse tipo de incidentes "por meio do diálogo".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, destacou em uma coletiva de imprensa que Pequim "se opõe firmemente à desinformação baseada em motivações políticas". "As acusações dos Estados Unidos carecem de qualquer prova", afirmou, de acordo com informações do jornal 'Global Times'.
Nesse sentido, sublinhou que "Washington é amplamente reconhecido como o maior império de vigilância e hackeamento do mundo. Pedimos que os Estados Unidos abandonem essa manipulação política e que deixem de agir de forma hipócrita para passar a abordar os riscos em matéria de segurança por meio do diálogo com a China de forma igualitária".
As declarações do porta-voz ocorrem poucas horas depois que as autoridades americanas ordenaram o fechamento de vários domínios web vinculados a "duas plataformas de pirataria informática" que, segundo Washington, teriam sido criadas por um grupo apoiado pelo Governo chinês com o objetivo de realizar ciberataques.
O diretor do FBI, Kash Patel, ressaltou que esta operação "é apenas a mais recente operação técnica contra a pirataria informática patrocinada pela China e responde à Estratégia Cibernética dos Estados Unidos impulsionada pelo presidente, Donald Trump. Assim, manifestou que o FBI está intensificando seus esforços para influenciar o comportamento do "adversário" e "defender a segurança nacional no ciberespaço".