O Executivo iraniano sinalizou neste sábado a determinados responsáveis do Governo dos Estados Unidos como artífices de uma "grande operação" destinada a distorcer os mercados energéticos, utilizando como cobertura o presidente Donald Trump, com o respaldo de meios de comunicação e "atores alinhados com Israel", para obter benefícios econômicos às custas, em última instância, dos consumidores americanos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, divulgou nas redes sociais que a Inteligência do país "observou uma grande operação para manipular os mercados energéticos".
Segundo Araqchi, tal manobra estaria sendo realizada por "elementos do Governo americano" que "utilizam os crédulos meios de comunicação para influenciar os preços em benefício próprio e manter o presidente preso em uma guerra perdida", conforme expôs em uma mensagem publicada em suas contas oficiais.
O chefe da diplomacia iraniana não especificou identidades nesta acusação, formulada ao término de uma semana em que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou uma ofensiva comercial para cortar qualquer via de financiamento do Irã e ameaçou com sanções todos os países que continuarem mantendo relações comerciais com a República Islâmica, entre eles a China, dentro do denominado 'Dia D econômico', cujo objetivo é alcançar o isolamento total da economia iraniana.