O máximo responsável do Exército israelense, Eyal Zamir, ordenou nesta quinta-feira aumentar o número de efetivos desplegados em campo diante do que classifica como "tensões" na Cisjordânia, em um contexto de maior número de ataques atribuídos a colonos e de operações das forças de segurança na área.
"Diante das tensões na Judeia e Samaria --nome bíblico da Cisjordânia-- e o próximo período festivo, ordenei elevar o nível de alerta", afirmou, antes de detalhar que uma divisão militar permanece preparada para reforçar o despliegue se a situação o exigir. "Devem ser realizados preparativos para a ativação imediata de unidades e batalhões para reforçar a área", acrescentou.
Nesta linha, ressaltou que "há muitos desafios pela frente" e insistiu que as forças israelenses "continuam com procedimentos de combate em todos os cenários, do Irã e Líbano a Gaza", conforme registrado em um comunicado divulgado pelo Exército de Israel. "Estão em máxima alerta diante de uma explosividade em múltiplos cenários", explicou.
Por sua parte, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) situa em 79 o número de palestinos falecidos e em cerca de 1.850 os feridos às mãos de forças israelenses e colonos na Cisjordânia no que vai do ano, uma dinâmica que se intensificou desde os ataques de 7 de outubro de 2023, liderados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamás).