As autoridades mauritanas informaram sobre o auxílio de mais de 160 migrantes, entre eles mais de 15 menores, que haviam saído da Gâmbia e passaram mais de uma semana navegando pelo Atlântico em uma rota que costuma ter como destino final as Ilhas Canárias.
Em uma nota divulgada nas redes sociais, o Ministério da Pesca e Infraestrutura Marítima e Portuária da Mauritânia detalhou que a Guarda Costeira "detectou e resgatou" os 161 ocupantes de uma embarcação após localizá-la em frente à capital, Nuakchot, quando "tentavam chegar de forma irregular da Gâmbia".
"A embarcação partiu de Banjul e esteve no mar durante aproximadamente oito dias antes de ser detectada por unidades da Guarda Costeira, que interveio para resgatar todas as pessoas que estavam a bordo", disse o Ministério, que precisou que entre os resgatados figuram 99 senegaleses, 56 guineenses e seis gambianos, com um total de 17 menores.
O comunicado acrescentou que todos eles foram conduzidos a "um centro de recepção" em Nuakchot, e valorizou o trabalho da Guarda Costeira "na supervisão, resgate e combate à migração irregular, enquanto se protegem vidas humanas e se gerenciam casos humanitários em linha com os procedimentos estabelecidos".
A Mauritânia, um dos principais pontos de partida da rota atlântica para a Europa, comunicou nas últimas semanas a interceptação de várias embarcações com centenas de pessoas a bordo, em um contexto de aumento dessas travessias nos últimos anos, com as Ilhas Canárias como destino mais habitual.
Segundo a Organização Mundial para as Migrações (OIM), cerca de 6.800 pessoas perderam a vida ou figuram como desaparecidas desde 2014 neste corredor migratório, uma cifra apenas superada pela do deserto do Saara, onde foram documentados mais de 7.150 falecidos e desaparecidos.