O Governo do México anunciou nesta terça-feira a morte de Luis Enrique Barragán, conhecido como "El Güicho" ou "R5", apontado como o principal responsável pelo Cártel de Los Reyes e por quem os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de três milhões de dólares, durante uma operação das forças de segurança no estado de Michoacán.
"Derivado de trabalhos de Inteligência militar, elementos da Defesa e da Guarda Nacional, em coordenação com a Procuradoria Geral do Estado e a Polícia Estadual de Michoacán, realizaram uma operação em Tocumbo, onde integrantes de um grupo criminal agrediram com disparos de arma de fogo o pessoal militar", explicou o secretário de Segurança, Omar García Harfuch.
Nesta intervenção morreram "dois agressores", entre eles "El Güicho", que as autoridades mexicanas apontam como dirigente do Cártel de los Reyes —ramo dos Cárteles Unidos— e "principal coordenador das extorsões contra produtores de abacate da região".
"Além disso, contava com uma ordem de detenção provisória com fins de extradição para os Estados Unidos e o Departamento de Estado desse país oferecia uma recompensa de três milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão por tráfico de drogas e de armas para o México", acrescentou nas redes sociais.
O Ministério da Defesa precisou em um comunicado que na operação —na qual os agressores abriram fogo contra as forças federais— foram apreendidos dois fuzis automáticos, cartuchos e carregadores de diferentes calibres, além de um quadriciclo.
"El Güicho" tomou o controle do cartel após a captura de Alfonso N, conhecido como "Poncho" —preso em 1 de agosto pelo Exército mexicano no município de Los Reyes de Salgado, em Michoacán— e mantinha laços com Juan José N, conhecido como "El Abuelo", líder do Cártel de Tepalcatepec.