Trump afirma que EUA domina quase por completo Ormuz e assegura que lhe é indiferente um pacto com o Irã

Trump reivindica o controle quase total de Ormuz, dá menos importância a um pacto com o Irã e reforça sua ofensiva militar e econômica contra Teerã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira que Washington mantém um controle "quase total" sobre o estreito de Ormuz e sublinhou que lhe dá "completamente igual" se Teerã aceita ou não um acordo que, a seu ver, "para eles não vale nada".

Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, o inquilino da Casa Branca defendeu que "Gosto muito mais da nossa posição atual, com um controle quase total do estreito de Ormuz e sua economia em pleno colapso. Simplesmente estão vivendo o inevitável".

Nessa mesma publicação, o mandatário rejeitou que esteja "tentando obrigar o Irã a sentar-se à mesa de negociações" e lançou a pergunta de "quando o povo iraniano se levantará para lutar?".

As palavras de Trump chegam em um dia marcado por novos ataques do Exército americano contra posições vinculadas à Guarda Revolucionária Islâmica iraniana em diversos pontos do país, um episódio que segue outra série de bombardeios executados no dia anterior contra a ilha de Larek.

As autoridades iranianas denunciaram que pelo menos quatro pessoas, entre elas um menor, perderam a vida em decorrência de um ataque das forças dos Estados Unidos contra a localidade de Kuhestak, no condado de Sirik, na província meridional de Hormozgan, onde estava sendo celebrada uma boda.

A ofensiva econômica de Washington contra o Irã

Em paralelo à "guerra econômica" contra o Irã, anunciada por Trump no final de agosto com o objetivo de estrangular a economia iraniana e isolar o país no plano internacional, pronunciou-se nesta terça-feira o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. O responsável enfatizou que Washington cortará "todos" os "vínculos econômicos" da República Islâmica "com o mundo exterior".

Bessent apontou que "Tanto se começarmos pelos vizinhos do Golfo, muitos dos quais mantêm relações comerciais com eles, como se começarmos por países distantes que lhes alugam aviões, não vamos parar", em uma entrevista concedida à rede Newsmax.

Nessa conversa, o secretário do Tesouro aludiu à recente ameaça de sanções contra a filial do banco Misr, o segundo maior do Egito, nos Emirados Árabes Unidos, afirmando que seus escritórios em Dubai "foram fechados". No dia seguinte ao anúncio, a entidade financeira comprometeu-se a oferecer plena cooperação ao Departamento do Tesouro americano.

Segundo Washington, esta instituição é "um eixo financeiro fundamental para o regime" iraniano, dado que entre janeiro de 2024 e junho de 2026 "processou aproximadamente 1.800 milhões de dólares (1.550 milhões de euros) para 103 empresas que poderiam fazer parte de redes bancárias nas sombras iranianas".

Bessent acrescentou que "Estamos tomando medidas todos os dias. É de se esperar que sancionemos outro banco", lembrando que "quando se sancionam esses bancos, eles ficam fora do negócio", além de ficarem "excluídos do sistema do dólar".

Por último, o alto cargo americano assegurou que sabe "quem está ajudando os iranianos" e advertiu que essa ajuda "vai acabar", apresentando esta estratégia como "golpe definitivo para o regime (iraniano) após 47 anos".

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