Ampliação | Albares critica a Itália por sua falta de apoio pela crise de Ceuta e a acusa de usá-la com fins partidários

Albares acusa a Itália de falta de solidariedade pela crise migratória em Ceuta e de usá-la com fins eleitorais, reclamando mais apoio dentro da UE.

2 minutos

fotonoticia 20260828154105 1920

fotonoticia 20260828154105 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

O ministro de Assuntos Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, censurou nesta sexta-feira a Itália por sua "falta de solidariedade" diante da crise gerada pela entrada maciça de imigrantes em Ceuta, e apontou que o Governo desse país agiu com uma abordagem partidária para obter benefício político.

Durante sua intervenção perante a Comissão de Assuntos Estrangeiros do Congresso, Albares sublinhou que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, optou por impor controles aos viajantes provenientes da Espanha logo após o episódio de entradas maciças na cidade autônoma.

O titular de Assuntos Estrangeiros qualificou essa decisão de "arbitrária" e insistiu que constituiu um "agravo injustificado e injustificável" porque o Executivo italiano é plenamente consciente de que, "devido ao sistema de dupla filtragem que opera em Ceuta e Melilla, o espaço Schengen está totalmente garantido".

Nesse sentido, voltou a denunciar a "falta de solidariedade" de Roma diante da situação vivida em Ceuta, contrapondo-a à atitude da Espanha quando a Itália enfrentou importantes crises migratórias e em outros contextos, como a guerra da Ucrânia, que provocou a chegada de milhares de refugiados ucranianos.

A Espanha apoiou a Itália na crise de Lampedusa

"Em 2023, quando milhares de migrantes irregulares chegaram à ilha italiana de Lampedusa, a Espanha, que então além disso exercia a Presidência do Conselho da União Europeia, apoiou a Itália", lembrou. "Não consideramos então um problema italiano, mas uma situação de crise na UE, defendendo uma postura comum baseada na solidariedade", ressaltou.

Albares atribuiu a reação do Executivo de Meloni a "motivos de política eleitoral interna italiana", à "demagogia" e a "tentar obter vantagem partidária com um tema de tanta gravidade", algo que, enfatizou, "não é responsável, mas também não é rentável politicamente".

O ministro também mencionou a "falta de solidariedade" da Dinamarca, frente à posição da Espanha, que defendeu "com firmeza" sua integridade territorial e sua soberania diante das reivindicações americanas sobre a Groenlândia, e reiterou que essa solidariedade é um pilar essencial dentro da UE. "A Europa é solidariedade e sem solidariedade não há Europa, isso é o que a Itália e a Dinamarca devem entender", concluiu.

Apelo ao PP e Vox para que pressionem Meloni

Albares instou o Vox e o PP a se dirigirem a Giorgia Meloni e ao ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, para transmitir-lhes que a decisão de estabelecer controles aos viajantes espanhóis é "indigna", tendo em conta que a chefe do Governo italiano é aliada dos de Santiago Abascal, com quem mantém além disso uma relação de amizade, e que os 'populares' mantêm uma boa sintonia com Tajani.

Além disso, ele pediu ao PP que aproveite essa interlocução para perguntar ao chefe da diplomacia italiana quando a Itália deixará de "obstruir" que o catalão, o euskera e o galego se tornem línguas oficiais da UE.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?