AUGC reclama mão dura contra os agressores para frear a violência em Ceuta

AUGC pede uma resposta contundente e mais meios em Ceuta após a emboscada a quatro militares em Benzú em plena crise migratória.

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A Associação Unificada de Guardas Civis (AUGC) reclamou esta quinta-feira "mão dura" contra os responsáveis pela agressão sofrida de madrugada por quatro militares na zona de Benzú e pediu ao Governo uma resposta "contundente" para tentar frear a escalada de violência que, segundo entendem, se vive em Ceuta desde o início da atual crise migratória.

Em uma nota pública, a organização condenou o ataque contra quatro efetivos do Exército, feridos após serem surpreendidos por um grupo de entre 30 e 40 migrantes quando se dirigiam a um ponto de vigilância em Benzú. A raiz desses fatos, a Polícia Nacional e a Guarda Civil detiveram doze pessoas e mantêm abertas as investigações para identificar e prender o restante dos supostos participantes na emboscada.

AUGC expressou seu apoio aos militares deslocados na fronteira, sublinhando que atuaram em um cenário de "extrema dificuldade", ao serem apedrejados com rochas de grande tamanho e se verem obrigados a abandonar o veículo oficial para se resguardar.

A associação alertou que este episódio se insere em um clima de tensão social crescente e lembrou que, além dos integrantes das forças de segurança e do Exército, vários jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação denunciaram nas últimas semanas insultos, empurrões e agressões enquanto realizavam seu trabalho informativo no terreno.

Segundo a AUGC, a prolongação da crise migratória está alimentando uma sensação cada vez maior de insegurança entre os vizinhos, o que levou residentes de diferentes bairros a se coordenarem por meio de grupos de mensagens diante do que percebem como uma resposta insuficiente das instituições.

Apesar deste cenário, a organização fez um apelo à calma e instou a população a deixar trabalhar as forças e corpos de segurança, que considera essenciais para manter o controle da situação nas ruas.

Ao mesmo tempo, exigiu uma atuação firme contra aqueles que cometerem agressões contra agentes ou militares. Nessa linha, defendeu que as pessoas que atacam aqueles que desempenham funções de segurança devem assumir as consequências legais que correspondam e reclamou a adoção de medidas que impeçam que episódios semelhantes se repitam.

A associação reiterou igualmente sua reivindicação de mais meios humanos e materiais para Ceuta, ao considerar que os recursos atuais são insuficientes para enfrentar uma conjuntura que se arrasta há semanas. AUGC transferiu seu apoio à cidadania ceutí e insistiu que a cidade precisa de uma maior implicação das administrações para enfrentar uma crise que, segundo sustenta, continua exercendo uma forte pressão sobre os serviços públicos e os dispositivos de segurança.

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