O presidente do Governo, Pedro Sánchez, considerou "inaceitável" a tentativa de ataque registrada no início de agosto contra o aeroporto de Leipzig, depois que a Alemanha apontou nesta terça-feira a Rússia como responsável por tal operação.
"O ataque híbrido russo contra o aeroporto de Leipzig em agosto é inaceitável e a Espanha apoia a Alemanha de maneira rotunda", destacou Sánchez através de uma mensagem na rede social X, coletada pela Europa Press.
O chefe do Executivo reagiu assim às declarações do ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, que atribuiu à Rússia o "ataque híbrido" realizado no mês passado com drones carregados com explosivos contra o aeroporto de Leipzig, no leste do país, depois que as autoridades encontraram vários desses dispositivos nas proximidades de aviões ucranianos.
Diante dessa situação, Sánchez sublinhou o compromisso "inquebrantável" da Espanha com a Ucrânia. "Não nos deixaremos dissuadir por ameaças híbridas, nosso compromisso com a Ucrânia é inquebrantável", advertiu.
Em termos semelhantes, se expressou o ministro de Assuntos Estrangeiros, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, que também por meio de uma mensagem no X reiterou o apoio da Espanha à Alemanha "diante da ameaça híbrida russa" e alertou que "as agressões híbridas são um desafio permanente para a Europa".
"A unidade e a solidariedade da Europa são vitais para proteger nossos cidadãos e fronteiras. De sul a norte, de leste a oeste. Unidos somos mais fortes", defendeu Albares.
Alemanha atribui à Rússia a autoria do ataque
Dobrindt detalhou em uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, que as investigações realizadas pelas autoridades determinaram que o padrão do ataque, assim como os componentes dos drones e a tecnologia empregada para sua detonação, se encaixam com os métodos utilizados por Moscou para realizar ações no contexto da guerra na Ucrânia.
Wadephul avançou, por sua parte, que o Governo alemão procederá ao fechamento do consulado geral da Rússia em Bonn a partir de 18 de setembro, rescindirá o contrato com a Casa da Rússia em Berlim e chamará o embaixador russo para consultas em sinal de protesto.
Além disso, o responsável pelos Negócios Estrangeiros indicou que proporão no seio da União Europeia a criação de uma nova lista negra de cidadãos russos vinculados a ataques híbridos e acrescentou que o Executivo reforçará os controles de entrada para nacionais russos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também responsabilizaram a Rússia por esta agressão e expressaram sua plena solidariedade com a Alemanha.