O PP sustenta que Sánchez fixa as gerais de acordo com seu cálculo partidário e dá por encerrada a legislatura.

Borja Sémper acusa Sánchez de subordinar as gerais ao seu cálculo partidário e dá por esgotada uma legislatura que, diz, deveria ter terminado há tempo.

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O porta-voz nacional do PP, Borja Sémper, afirmou esta segunda-feira que a convocação das próximas eleições gerais fica subordinada ao "interesse" e ao "cálculo partidista" do presidente do Governo, Pedro Sánchez, uma vez que, segundo sublinhou, "todos" estão conscientes de que esta legislatura "já acabou".

Sémper fez essas declarações depois que Sánchez reiterou em uma entrevista na "cadena SER" seu propósito de esgotar o mandato, embora sem descartar um possível "adiantamento técnico" das gerais previstas para 2027. O chefe do Executivo também assegurou esta segunda-feira que os Orçamentos Gerais do Estado (PGE) serão registrados este ano, sem concretizar se será finalmente em setembro.

Em uma coletiva de imprensa na sede nacional do PP, após a reunião do comitê de direção presidida por Alberto Núñez Feijóo, Sémper ressaltou que sua formação não vai "especular" sobre a data das eleições porque, a seu ver, "tudo depende do interesse de Pedro Sánchez, não do interesse da Espanha".

"Todos sabemos que esta legislatura já acabou. E todos sabemos que a cada semana que passa, e a cada mês que passa, vai ser um mês em que tudo vai se degradar mais, tudo vai se complicar mais, e tudo vai piorar", manifestou.

"ESTAMOS À MERCÊ DO INTERESSE DE SÁNCHEZ"

Nessa linha, o também vice-secretário de Cultura e Esportes do PP apontou que se encontram "à mercê do interesse e do cálculo partidista de um só homem, de Pedro Sánchez". A seu entender, a legislatura "tinha que ter terminado há muito tempo".

Além disso, ele previu que cada nova crise "será respondida por um Governo de maneira pior" e citou como exemplo o que aconteceu em Ceuta, onde, segundo disse, presenciaram uma "crise política de dimensões colossais". "Quando não pode culpar a direita espanhola, a Alberto Núñez Feijóo pelas crises que ocorrem, então culpa a Rússia, a Israel e à internacional ultradireita", enfatizou.

Na sua opinião, essa forma de agir será vista a partir de agora "com mais intensidade" porque existe "uma vocação decidida de dividir mais e de conseguir romper ainda mais a conversa e a convivência entre espanhóis".

Embora tenha admitido que o PP desconhece quando serão finalmente realizadas as gerais porque não dispõe de uma "bola mágica", Sémper se mostrou seguro de que, quando forem convocadas, "vai haver uma mudança na Espanha".

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