O município valenciano de Buñol acolhe nesta quarta-feira uma nova edição de sua célebre batalha da Tomatina, que já atinge seu 79º aniversário, com um despliegue de 150.000 quilos de tomates distribuídos em sete caminhões e prontos para serem lançados em uma celebração que este ano busca ser "um pouco mais acessível" e "aberta a todo mundo".
A quantidade de tomate aumenta em 30.000 quilos em relação ao ano anterior, segundo detalhou o primeiro tenente de prefeito e vereador da festa popular, Sergio Galarza, que aguarda o disparo da carcaça que marca o início do evento, no qual se reunirão cerca de 22.000 pessoas de diversas nacionalidades: "australianos, americanos, japoneses, chineses e, agora mesmo, estão vindo muito mais da Índia".
O tomate utilizado, da variedade pera, é cultivado de forma específica para esta festa e procede de explorações agrícolas de Badajoz. "Se não, não existiria, já que não está apto para o consumo humano. Já vêm molinhos, tem que haver um tipo de maturação para que quando as pessoas o pegarem, com somente o gesto de apertar, se estoure e possa ser lançado sem nenhum perigo", destacou.
Entre as mudanças desta edição destaca precisamente o aumento da quantidade de fruto: "No ano passado eram 120.000 quilos, enquanto que este ano são 150.000". Mesmo assim, o responsável municipal sublinha que o resultado econômico "sempre sai positivo para a cidadania". Do total de sete caminhões previstos para o percurso, seis partirão de San Luis e o sétimo se incorporará apenas na Praça da Diputação.
Galarza valorizou que o que realmente é singular na Tomatina de Buñol é que, "depois de 79 anos, o povo continue amando e propondo, porque no final todo mundo que quer colaborar entra e é ouvido. Essa graça de que o povo de Buñol possa decidir como fazê-la e o que melhorar, acho que essa é a graça que tem a Tomatina. As pessoas, os comércios, colocam barras na rua; os hotéis estão cheios, toda Valência vive por e para a Tomatina esta semana", manifestou.