O porta-voz do Vox nas Cortes de Aragão, Santiago Morón, apoiou o "desdém" do Governo de Aragão à ministra da Juventude e Infância, Sira Rego, ao não comparecer à conferência setorial de Infância e Adolescência convocada para esta quinta-feira, e rejeitou "qualquer acordo" orientado a repartir entre as comunidades autônomas os menores estrangeiros não acompanhados provenientes de Ceuta.
Morón defendeu que o Executivo autonômico deve "priorizar os interesses dos aragoneses" e insistiu que "é responsabilidade de Marrocos atender aos seus menores e facilitar o retorno de todos aqueles que invadiram o território nacional".
Em coletiva de imprensa, aludiu ao "cumprimento da ordem jurídica nacional e internacional, assim como o interesse superior do menor, que passa pela reunificação familiar e devolução ao seu país de origem", sublinhando que esta deve ser a guia de atuação.
Em coerência com esta posição, reclamou "avaliações individualizadas e atuações que não sejam coletivas", e advertiu que o Governo de Aragão "impugnará judicialmente todo expediente que não finalize no retorno dos menores a Marrocos".
O dirigente do Vox lembrou ainda que "a competência em Estrangeiros é competência exclusiva do Estado, de modo que enquanto este não resolver esses expedientes carece de fundamento transferir esses menores para outras comunidades", questionando assim a repartição territorial proposta.
Morón qualificou a situação como uma crise de grande envergadura e assinalou que "a invasão de Ceuta foi de extrema gravidade", criticando que, neste contexto, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, "foi de férias e não defende os interesses de Ceuta nem dos espanhóis".
Para concluir, lançou a pergunta "Quem defende os interesses das crianças ceutíes que não puderam ir à praia nem brincar nos parques? Sánchez só está para defender seus próprios interesses", reiterando sua crítica à gestão do Executivo central.