As autoridades da região semiautônoma do Curdistão iraquiano mostraram seu apoio ao anúncio de dissolução das forças curdo-árabes Forças Democráticas Sírias (FDS), ao considerar que representa "um avanço fundamental" para reforçar a segurança e a estabilidade na Síria.
O presidente regional, Nechirvan Barzani, sublinhou em uma mensagem divulgada nas redes sociais: "Celebro o importante progresso alcançado na integração das FDS com as forças do Governo sírio, assim como as medidas adotadas para implementar os acordos assinados entre elas".
Barzani insistiu que "Considero que se trata de um avanço fundamental para o fortalecimento da segurança e da estabilidade da Síria", e instou "todos os partidos curdos e todos os setores da sociedade síria" a "apoiar essas medidas e contribuir para seu sucesso".
O dirigente curdo também elogiou a "sábia visão" do presidente sírio, Ahmed al Shara, a quem reconheceu "seu enfoque responsável" para "abordar os problemas por meio do diálogo e do entendimento", ao mesmo tempo em que ressaltou o papel desempenhado pelo chefe das FDS, Mazloum Abdi, para assegurar "o sucesso deste processo".
Em sua mensagem, Barzani destacou: "Esperamos com interesse a conclusão deste processo, que marcará o início de uma nova etapa na Síria, na qual serão protegidos os direitos de todos os seus cidadãos e comunidades, e que encaminhará o país para uma maior paz, segurança, estabilidade, recuperação e prosperidade".
A desaparecimento das FDS como estrutura armada foi comunicada na terça-feira por Abdi, no âmbito do acordo de integração assinado no final de janeiro com Al Shara. O responsável curdo defendeu a medida diante do "momento histórico" que atravessa o país e afirmou: "Fechamos uma página importante da história da Síria e começamos a escrever uma nova, cujo lema é a paz, a estabilidade e a reconstrução da pátria".
O pacto de integração, patrocinado pelos Estados Unidos, foi assinado em 29 de janeiro por Al Shara e Abdi após vários dias de combates decorrentes de uma nova ofensiva das forças de segurança contra as formações curdas no norte e no nordeste do país.
Este expediente era um dos mais delicados por as discrepâncias sobre a forma de executar a integração, em um contexto de pressões de Washington sobre Damasco e da exigência do Governo sírio de reafirmar seu controle sobre todo o território e evitar qualquer fórmula de autonomia sob administração curda.