O porta-voz do PSOE da Extremadura, Manuel José González Andrade, sublinhou que sua formação não teme "nenhuma manifestação" em apoio a Ceuta, mas "todo o contrário", embora tenha incidido que a convocação promovida pela FEMP para a próxima quarta-feira foi lançada de forma "unilateral" pela presidência do organismo e com "sete partidos políticos contra".
"O PSOE não teme, todo o contrário, a nenhuma manifestação. Insisto, todo o contrário. Agora bem, houve uma convocação da presidenta da FEMP com sete partidos políticos contra essa convocação porque ela a fez de maneira unilateral", indicou González Andrade.
Frente a essa chamada, destacou que os municípios de Mérida e Almendralejo, ambos sob governos socialistas, conseguiram pactuar uma concentração "de maneira unânime" em apoio a Ceuta no mesmo dia, dia 2, embora em horários diferentes dos fixados pela FEMP, e que, a seu entender, "parece (a da FEMP) que não teve muito acompanhamento".
"Na Extremadura a convocação da FEMP parece que não teve muito acompanhamento... Manifestações bem-vindas, agora manifestações como diz o vice-presidente da Junta da Extremadura contra a máfia socialista, que é no que estão se escudando para convocar essa manifestação, essas para o PSOE indubitavelmente não são bem-vindas", ressaltou o dirigente socialista nesta segunda-feira em uma coletiva de imprensa em Mérida.
Dessa forma, destacou a "solidariedade absoluta" do PSOE da Extremadura com a cidadania de Ceuta, ao mesmo tempo que defendeu "a convivência" e "também a responsabilidade institucional" diante de uma conjuntura que considera "suficientemente séria para transformá-la em uma competição eleitoral".
"Vivemos uma crise fronteiriça grave e, posteriormente, uma crise humanitária extremamente complexa", assinalou González Andrade, que reclamou "responsabilidade" ao Executivo de María Guardiola na Extremadura porque "a política tem que servir também para apagar incêndios sociais, não para molhá-los com gasolina".
"Em momentos de tensão, as palavras de quem temos responsabilidades políticas têm consequências. E a política tem que servir também para apagar incêndios sociais, não para molhá-los com gasolina. Porque se são proferidos discursos fascistas, consequentemente pode haver ações fascistas, como está ocorrendo em Ceuta", advertiu.
Nesta linha, defendeu que a presidenta María Guardiola "tem que explicar" questões como, por exemplo, por que a Junta não compareceu à Conferência Setorial realizada na semana passada e "rejeitou por escrito a ajuda de 25 milhões de euros a Ceuta".
"Depois ficamos sabendo que a presidenta Guardiola diz que não rejeita a ajuda a Ceuta. Esta é a casa dos problemas da qual estamos falando há meses. A presidenta não sabe o que ocorre no governo que preside? Isso é algo insólito e isso tem que explicar a presidenta Guardiola", reclamou.
Objetivos eleitorais do PSOE na Extremadura
Em relação ao início do novo curso político, González Andrade fixou como meta as próximas eleições municipais, com a intenção de "revalidar" as atuais prefeituras socialistas e trabalhar até maio de 2027 para que nos municípios onde o PSOE é "alternativa" possa se tornar "governo".
Nesse contexto, apontou que, se esse propósito for alcançado, "indubitavelmente" o PSOE manteria o controle das duas diputações provinciais extremenhas.
A Diada da Catalunha será celebrada na Extremadura
Quanto aos atos da Diada da Catalunha que terão lugar na Extremadura, o porta-voz socialista avaliou que se trata de uma "excelente notícia".
"Celebramos que a Diada seja celebrada pela primeira vez fora de Madrid na Extremadura. É um ato institucional, mas do PSOE o acolhemos também como uma homenagem a todas aquelas pessoas que no final dos anos 50, na década de 60 e no início dos anos 70, foram à Catalunha para contribuir e trabalhar para que a Catalunha seja hoje o que é", indicou.
Assim, ressaltou que para o PSOE autonômico é "uma excelente notícia que a Diada saia de Madrid e que seja celebrada este ano pela primeira vez na Extremadura".